domingo, 15 de novembro de 2009

Após decisão do Judiciário, Câmara tem menor infidelidade desde a Constituinte



Troca-troca na legislatura atual é menos da metade das anteriores. No ano de 2009 foram realizadas 37 trocas de partido.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
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Após uma interferência do poder Judiciário, a infidelidade partidária caiu na Câmara dos Deputados ao menor nível desde a Constituinte. É o que revela levantamento feito pelo G1 em dados oficiais da Secretaria Geral da Mesa Diretora que informam as mudanças partidárias desde 1989. Na legislatura atual, que começou em fevereiro de 2007, 80 deputados mudaram de partido em 98 trocas registradas até o dia 12 de novembro, menos da metade dos que foram infiéis no período passado. O número de trocas é maior que o de deputados porque um mesmo parlamentar trocou de partido mais de uma vez. Como o prazo para a filiação partidária para quem vai disputar a próxima eleição já foi encerrado, a tendência é que novas trocas sejam raras até o final da legislatura, em janeiro de 2011.

LEGISLATURA ATUAL/TROCAS/DEPUTADOS
ANO
2007 / 60/47
2008 /1 / 1
2009 / 37/ 32


Quando se compara a legislatura atual com as anteriores observa-se como o movimento migratório foi reduzido. Após a Constituinte de 1988 o número de trocas sempre foi superior a 200, envolvendo mais de um terço dos 513 deputados. Em 1989 e 1990 os deputados que mudaram de legenda foram 195. Entre 1991 e 1995 este número foi de 200. Entre 1995 e 1999 as trocas alcançaram 172 parlamentares. De 1999 a 2003 foram 183 os deputados infiéis. Nos quatro primeiros anos do governo Lula foram 197 os deputados que trocaram de partido.

LEGISLATURAS DESDE A CONSTITUINTE



LEGISLATURA / TROCAS /DEPUTADOS
89-90 / 208 / 195
91-95 / 268 / 200
95-99 / 235 / 172
99-2003 / 290 / 183
2003-2007 / 351 /197
2007-2011 / 98 / 80

A contribuição do Judiciário para reduzir o troca-troca partidário começou em março de 2007 com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidindo que o mandato é do partido e não do eleito. Desta forma abriu-se a possibilidade de cassação de quem trocar de legenda. O Supremo Tribunal Federal (STF) referendou a decisão em outubro do mesmo ano.


Foto: Nelson Jr./SCO/STF O ministro Marco Aurélio Mello durante sessão do STF desta quinta-feira. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )
Presidente do TSE na época da decisão, o ministro do Supremo Marco Aurélio Mello destaca que a intenção era de combater as mudanças por conveniência. “A legislação é a mesma que já havia. Claro que com esta postura interpretativa da Justiça Eleitoral e do Supremo houve uma inibição, o que não quer dizer que não se pode mudar porque tem casos em que pode, como os de perseguição política. Penso que todos os políticos estão mais atentos agora à impossibilidade de trocar apenas por conveniência”. O fato é que desde a decisão da Justiça, as trocas ficaram em “stand by” até outubro deste ano, quando o prazo de filiação para as próximas eleições motivou algumas trocas. Após a decisão final do Supremo, 36 deputados trocaram de partido, sendo que 31 mudaram a partir de 20 de agosto deste ano, já visando as eleições do próximo ano.
Pouca punição
O sucesso na inibição da troca contrasta com as punições sobre infidelidade. Até agora apenas um deputado foi cassado por ter trocado de partido. Walter Brito Neto (PRB-PB) ficou com uma vaga de suplente de deputado federal em 2006 quando disputou a eleição pelo DEM. Ele tomou posse em 2007 depois de ter trocado de partido e acabou cassado com base na decisão da justiça eleitoral.
Para o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), a cassação de Brito Neto foi o principal inibidor da migração de parlamentares. Ele cobra agora uma postura da justiça eleitoral em relação aos 31 parlamentares que trocaram de partido desde o dia 20 de agosto e podem ser alvos de novos processos devido aos prazos para a apresentação do pedido do mandato pelos partidos ou pelo Ministério Público Eleitoral. “Houve essa queda brutal porque tivemos um deputado cassado. Agora temos uma grande interrogação. Esses mais de 30 que trocaram agora precisam ser julgados. Não é que todos têm de ser cassados porque algumas trocas têm justificativa, mas é preciso que o TSE julgue e que o mesmo aconteça nos tribunais regionais”, disse Maia. Segundo dados do TSE, estão em tramitação processos de cassação por infidelidade contra 10 deputados federais. Outros 11 deputados já tiveram seus casos arquivados e apenas Brito Neto foi cassado. Os registros mostram ainda que 12 deputados acionaram o Tribunal para pedir autorização para trocar de partido. Destes, quatro conseguiram a autorização, um teve o pedido rejeitado e outros sete aguardam a decisão.

Foto: Elton Bomfim/ Agência Câmara
O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) (Foto: Elton Bomfim/ Agência Câmara)
Mudança engavetada
Como reação à decisão da justiça em 2007, alguns deputados tentaram, sem sucesso, mudar as regras do jogo. Um projeto de autoria de Flávio Dino (PC do B-MA) chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em julho de 2008 mas não chegou ao plenário da Câmara. O projeto criava uma “janela” onde seria permitida a troca de partidos. A infidelidade seria permitida apenas em uma janela de 30 dias antes do prazo de filiação partidária, que se encerra um ano antes do pleito. Para Dino, a janela aconteceu efetivamente agora com a mudança de partido dos 31 parlamentares. “O projeto está parado e não tem mais chance de ser votado nessa legislatura. A janela, na realidade, já foi feita na prática. Os fatos se encarregaram de mostrar na pratica que o projeto está correto. É inviável manter a fidelidade partidária rígida sem a lista fechada, onde o eleitor vota diretamente no partido”. Apesar de considerar a mudança improvável nesta legislatura, o deputado acredita que pode haver uma nova mobilização caso mais cassações sejam feitas pela justiça eleitoral. “Acho que existe essa possibilidade sim, mas mais adiante. Acho muito difícil viabilizar isso agora porque tem pouco tempo e o pré-sal e o Orçamento para votar este ano. Mas eu tenho uma certeza, ou se adota a lista fechada ou adiante essa tese da chamada janela vai ser aprovada. Eu acho que a decisão da Justiça melhorou muito o sistema. Eu não defendo a infidelidade ou o troca-troca indiscriminado como antes, mas um sistema que seja mais realista”, disse Dino.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Senado aprova projeto de lei que unifica documentos

17/09/2009 - 20h04
da Agência Brasilda Agência Senado
Os documentos de identificação do brasileiro, entre eles a carteira de identidade, o passaporte e o CPF deverão ter um único número. O projeto de lei que determina a mudança foi aprovado nesta quarta (16) pelo Senado e segue para sanção presidencial.
Pelo projeto, os documentos terão o mesmo número do RG (Registro da Identidade Civil) à medida que forem sendo expedidos. Isso inclui o passaporte e, ainda, a CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
Segundo o senador Almeida Lima (PMDB-SE), relator do projeto na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), o uso do mesmo número da identidade em todos os documento dificultará a ocorrência de fraudes e pode aperfeiçoar o sistema de identificação civil. Um dos objetivos da medida é diminuir a burocracia.
O projeto também determina que o tipo e o fator sanguíneo do cidadão seja informado no documento de identidade. Se o titular for portador de alguma deficiência física também pode pedir para que a informação seja incluída na carteira.
Almeida Lima argumenta ainda que a informação sobre o tipo e o fator sanguíneo na carteira de identidade pode facilitar o atendimento médico emergencial.
Já a declaração de deficiência física, segundo o senador, poderá criar facilidades ao titular do documento e evitar transtornos, especialmente na utilização do transporte público, "pois determinadas deficiências, como a auditiva ou a visual, podem não ser constatadas de maneira tão clara como outras mais evidentes".

sexta-feira, 12 de junho de 2009

SERRA PRESIDENTE E AECIO VICE



SERRA PRESIDENTE E AECIO VICE
55% EM PRIMEIRO TURNO, CHEGA DE MENSALÃO, CHEGA DE CORRUPÇÃO, CHEGA DE LULA, DILMA, E COMPANHIA LTDA.
45 NELES











terça-feira, 9 de junho de 2009

Taxa de rejeição de Dilma é maior que a de Serra, diz pesquisa CNI/Ibope

09/06/2009 - 12h32
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o pré-candidato ao Palácio do Planalto com menor rejeição entre os eleitores. No total, 25% dos eleitores responderam que não votariam no tucano "de jeito nenhum" para a presidência, enquanto a rejeição à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chega a 34%.
O governador Aécio Neves aparece com 35% de rejeição, enquanto o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 32%. A candidata com maior rejeição entre os eleitores é a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), com 40% dos eleitores que responderam que não votariam na pré-candidata do PSOL "de jeito nenhum".
Para o diretor de relações institucionais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Marco Antonio Guarita, a alta rejeição a Dilma e a outros pré-candidatos é consequência do desconhecimento da população a esses nomes.
"Há uma diferença muito grande de conhecimento dos pré-candidatos, o que aponta a rejeição. Candidatos menos conhecidos têm a probabilidade de ter uma rejeição maior, já que a rejeição ocorre em razão do desconhecimento", afirmou.
Além de ter a menor rejeição entre os candidatos, Serra também aparece como o pré-candidato com maior aceitação junto à população brasileira. Segundo a pesquisa, 27% dos eleitores responderam que votariam "com certeza" no candidato tucano. Dilma aparece em segundo lugar, com 13% de aceitação, seguida pelo deputado Ciro Gomes, com 10%, o governador Aécio, com 8% e a ex-senadora Heloísa Helena, com 6%.
Entre os eleitores que poderiam votar nos pré-candidatos, sem ter a certeza, Serra e Ciro lideram empatados com 38%. Heloísa Helena aparece em segundo lugar, com 27%, seguida por Dilma, com 26%. Aécio aparece em último lugar com 21% dos eleitores que "poderiam votar" no tucano para o Palácio do Planalto.
Conhecimento
Segundo a pesquisa, o pré-candidato mais conhecido entre a população brasileira é Serra. No total, 31% dos eleitores responderam que "conhecem bem ou sabem muito" sobre o governador, enquanto a ministra Dilma é bem conhecida por somente 9 % dos eleitores.
Ciro Gomes, apontado como pré-candidato do PSB à presidência, aparece em segundo lugar sendo bastante conhecido por 13% dos eleitores, enquanto Aécio Neves é muito conhecido por somente 9% dos eleitores --empatado com Dilma e com a ex-senadora Heloísa Helena.
Serra também lidera quando a pesquisa questiona os eleitores se conhecem "mais ou menos" ou sabem alguma coisa sobre o pré-candidato. O tucano aparece com 45% das respostas, seguido por Ciro com 39%, Dilma e Heloísa Helena empatadas com 27% e Aécio com 20% das respostas.
Quando os eleitores foram questionados se "nunca ouviram falar" nos pré-candidatos, Aécio aparece em primeiro lugar com 21% das respostas, seguido por Dilma, com 15%. Em terceiro lugar aparece Heloísa Helena, com 11%, depois Ciro, com 4% e Serra com apenas 1% das respostas

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Serra é o nome mais conhecido na disputa pela Presidência, diz pesquisa CNT/Sensus

01/06/2009 - 12h53

GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o pré-candidato ao Palácio do Planalto mais conhecido entre a população brasileira. Na comparação com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), do PT, com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), Serra é quem atinge os maiores percentuais de conhecimento e intenções de voto junto aos brasileiros.
A pesquisa mostra que Serra é conhecido por 94,9% dos entrevistados, contra apenas 3,7% dos que não ouviram falar do governador. Outros 1,5% não responderam. Entre os 94,9% que conhecem o governador, 63,2% afirmaram que poderiam votar no tucano. Serra tem uma rejeição de 25,9% dos entrevistados que não votariam no governador, além de 7,7% que votariam no pré-candidato somente o conhecendo melhor.
Aécio --que disputa com Serra dentro do PSDB a candidatura ao Palácio do Planalto-- é conhecido por 65% dos entrevistados. Desse total, 52,8% demonstraram interesse em votar no tucano. A sua rejeição chega a 28,5% de entrevistados que não votariam no tucano. Outros 14,4% responderam que só votariam no governador mineiro conhecendo melhor suas ações e 4,3% não responderam.
Dilma, por sua vez, é conhecida por 72% dos entrevistados contra 26,1% que não ouviram falar na ministra. A petista receberia 54,6% dos votos entre os eleitores que a conhecem, mas registra um dos maiores índices de rejeição entre os quatro pré-candidatos: 32,4% dos eleitores que a conhecem não votariam na ministra. Outros 10,1% afirmaram que só votaria em Dilma conhecendo suas ações e 3% não responderam.
Apesar da alta rejeição a Dilma, o diretor de Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse que a ministra continua na disputa pelo Palácio do Planalto. "Pela nossa experiência, uma rejeição até 35% mostra que a pessoa ainda está no jogo. Quem tem rejeição acima de 40% é que não vimos se eleger. Essa não é uma rejeição proibitiva, está no limite de quem participa do jogo político", afirmou Guedes.
O diretor do Sensus não acredita que o anúncio de que Dilma enfrenta uma câncer linfático tenha atingido a sua popularidade entre os eleitores. "Não há impacto positivo ou negativo da doença. Os números indicam que não há proibição da sua candidatura", afirmou.
A pesquisa ainda mostra que o deputado Ciro Gomes é conhecido por 86,4% dos eleitores brasileiros contra 12,4% que não ouviram falar no parlamentar. Entre os que conhecem o pré-candidato, 50,4% responderam que poderiam votar em Ciro contra 33,9% que não votariam em seu nome --na maior rejeição entre os quatro pré-candidatos. Outros 11,1% responderam que só votariam no deputado após conhecê-lo e 4,6% não responderam.
"Não vejo o Ciro saindo como candidato independente, a não ser que ele tivesse alguma proposta do governo. Me parece que os votos estão migrando do Ciro para a Dilma", afirmou Guedes