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sexta-feira, 12 de junho de 2009

SERRA PRESIDENTE E AECIO VICE



SERRA PRESIDENTE E AECIO VICE
55% EM PRIMEIRO TURNO, CHEGA DE MENSALÃO, CHEGA DE CORRUPÇÃO, CHEGA DE LULA, DILMA, E COMPANHIA LTDA.
45 NELES











terça-feira, 26 de maio de 2009

Lula, Dilma, plano B e Aécio

22/05/2009

A oposição tem o hábito de subestimar a inteligência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É um erro porque contamina a eficiência de sua estratégia. Com informação errada, a chance do insucesso só faz crescer. Exemplo mais recente: levar a sério a ideia de que Lula deseja disputar um terceiro mandato consecutivo.
Quem realmente tem informação do que se passa no núcleo do governo sabe que isso é bobagem. Lula rejeita tal tese por uma série de motivos. Citemos apenas três. Convicção de que seria um retrocesso institucional, argúcia política e noção exata de que seria uma batalha de alto custo e baixo benefício.
O presidente acredita que articular uma nova alteração da regra do jogo presidencial seria pedagogicamente danoso à democracia. Lula gosta do reconhecimento externo que conquistou. Deseja fazer política internacional quando passar a faixa ao sucessor em 1º de janeiro de 2011. A tese do terceiro mandato só o diminuiria aos olhos da comunidade internacional. Passaria a imagem de velho caudilho latino-americano.
Outro senão: o petista seria acusado de repetir Fernando Henrique Cardoso, presidente da República que patrocinou a casuística mudança constitucional de 1997 para poder concorrer à reeleição em 1998. Mais: Lula dirá que o povo até queria, mas ele teria pensado na estabilidade democrática mais do que FHC. No duelo algo pessoal com o tucano, levaria vantagem.
O governo está passando sufoco no Senado com a CPI da Petrobras. Está vendo o que é depender e confiar no PMDB. Alguém imagina o custo de aprovar uma emenda constitucional naquela Casa? São necessárias duas votações com quórum qualificado _três quintos, o que dá 49 dos 81 senadores. Lula teria de entregar a Petrobras, o pré-sal e até as meias para aprovar uma mudança desse tipo. De bobo e louco, Lula não tem nada.
Melhor patrocinar uma candidatura com alta chance de sucesso. Por ora, é Dilma. Não tem plano B autorizado por Lula. Em 2014, ele poderia ser candidato novamente, a depender do prestígio futuro. No cenário de eleger o sucessor e de disputar com sucesso em 2014, Lula poderia até tentar concorrer em 2018. Tem gente no PT que pensa em 20 anos de poder.
A oposição bate na tecla do terceiro mandato achando que desgasta Lula. Avalia que transmite a ideia de que ele está louco para ceder a uma tentação chavista. No entanto, pode estar somente fortalecendo o presidente, transmitindo a imagem de que ele é tão bom que não tem substituto à altura.
*
Quem fala no plano B
Os políticos que mais desejam uma alternativa à ministra Dilma Rousseff, caso a chefe da Casa Civil desista de ser candidata, são os aliados do PMDB. No PT, só gente de pouco peso pensa no assunto. Mas eles têm algo em comum: estão instalados no poder e não desejam sair dele. Daí falar em terceiro mandato ou noutro nome para o lugar de Dilma.
As especulações de plano B são muitas e incipientes. Todas devem ser vistas com o devido desconto. O ex-ministro Antonio Palocci Filho, que tem a tatuagem da violação do sigilo do caseiro, é o primeiro da fila. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, agrada a parcela do PMDB. Facilitaria um acordo em Minas. Apoio a Patrus para a Presidência em troca do suporte à candidatura do ministro Hélio Costa (Comunicações) ao Palácio da Liberdade. Michel Temer, presidente do PMDB, poderia ser vice para compor uma chapa café com leite e fazer frente à dupla tucana Serra-Aécio.
Pura opinião: Lula vai de Dilma.
*
Jogo tucano
É natural que o governador de Minas, Aécio Neves, tenha ficado chateado com a revelação de que ele fez acordo com o colega de São Paulo, José Serra. Aécio aceitou ser vice de Serra, condicionando isso a uma saída honrosa. A intenção era anunciar o acordo em agosto ou setembro, enquanto a ministra Dilma ainda deverá estar em recuperação, a fim de acelerar uma ofensiva para fazer alianças com o PMDB nos Estados.
A repercussão da divulgação do acordo gerou atrito no PSDB. Aécio se sentiu traído por seus colegas de partido. Ele precisa de tempo para construir um discurso de saída no qual leve vantagem: popularizar o seu nome pelo país, pois ainda tem alta taxa de desconhecimento para quem deseja disputar a Presidência.
A divulgação da notícia afetou esse cronograma, que, talvez, precise ser alterado e leve o mineiro a exigir uma prévia mais restrita, no começo de 2010, a fim de dar caráter natural a uma união que formaria uma chapa bastante competitiva.

Kennedy Alencar, 41, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal "RedeTVNews", de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas "É Notícia", aos domingos à meia-noite

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Suplicy defende prévias no PSDB para definir candidato tucano à Presidência

08/04/2009 - 16h30
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), recebeu nesta quarta-feira um apoio curioso na sua luta pela realização das prévias do PSDB para a escolha do nome do partido na disputa pela sucessão presidencial de 2010.

Em visita à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Aécio viu o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) fazer uma defesa da consulta às bases do partido na hora de definir seu representante.

Suplicy disse que defendia as prévias tucanas porque seria a melhor forma de respeitar a democracia. "As prévias são importantes em qualquer democracia", disse. A declaração surpreendeu Aécio, que se disse lisonjeando. "É muito bom receber esse tipo de apoio", afirmou.

O governador de Minas defende que o PSDB apresente até o final do ano a candidatura tucana à Presidência da República. O partido tem dois nomes fortes para a disputa: Aécio e o governador de São Paulo, José Serra. Aécio disse que espera que a decisão seja tomada por meio de prévias.

O grupo de apoio a Serra, entretanto, defende um entendimento interno sem a realização de prévias. Aécio tem resistência a um acordo entre ele e Serra para evitar as prévias. Ele também não simpatiza com a ideia de uma chapa puro-sangue, na qual ficaria como vice de Serra.