15/08/2008 - 10h53
DEshow('180x150',5,8);
SÃO PAULO - Existem dois tipos de profissionais que nunca dizem "não", de acordo com a diretora da RMML Consultoria de Imagem Corporativa, Renata Mello. O primeiro é aquele que faz o possível para ser o cara legal, na busca por aceitação social e inserção no grupo. "Ele sempre quer ajudar todo mundo. O problema é que as pessoas acabam abusando do profissional com perfil bonzinho", explica. "O bonzinho pode ser competente, mas dificilmente é valorizado, porque é visto como alguém que não tem postura firme. Ele acha que está fazendo bonito, mas não está. E o pior: se algo dá errado, a culpa recai sobre ele", garante a consultora.Segundo Renata, esse tipo de pessoa não deveria se esforçar tanto para agradar aos outros. "No ambiente profissional, demora mesmo certo tempo para sermos aceitos pelo grupo de trabalho. É uma fase. A interação deve se dar no almoço, na hora do café, em um momento informal", recomenda.Medo de enfrentar o outro O outro tipo que nunca diz não é aquele que simplesmente não sabe enfrentar as pessoas. Muitas vezes, por medo de perder o emprego. Ele sabe que, se ajudar o colega ou o chefe, será em detrimento de suas responsabilidades próprias. "Esse tipo de profissional precisa ter postura e lembrar quais são suas prioridades. Uma forma elegante de dizer não é passando uma orientação de como a tarefa pode ser realizada. Diga: eu não posso te ajudar agora, pois tenho prazos a cumprir, mas, se você fizer desse jeito, será mais fácil", aconselha a diretora da RMML.Quando é impossível dizer nãoPara o gerente da Robert Half, Fábio Saad, poucas pessoas estão preparadas para dizer não. "A cultura do brasileiro é de ajudar sempre, ainda que não possa. É preciso ter frieza para recusar ajuda. O fato é que, quando um funcionário não diz não, seu desempenho fica comprometido. As conseqüências são negativas".Entretanto, segundo ele, há momentos em que não se pode, sob hipótese alguma, dizer não. Daí a importância de perceber o contexto. Se seu chefe passa uma tarefa que é prioridade, que não pode ser prorrogada, é melhor aceitá-la. Vamos supor que algo dê errado e seu gerente peça ajuda. Antes de dizer não, analise: o que vai acontecer se eu não ajudá-lo? Ao dizer sim, é provável que ele mude suas prioridades, o que significa que seus compromissos não serão prejudicados.Seja como for, a regra número um é: sempre deixe claro o motivo de não ajudar. Não deixe os outros pensarem que está fazendo "corpo mole", o que de fato pode arruinar sua reputação na empresa. Lembre-se também que, muitas vezes, é necessário abrir uma exceção e ficar até mais tarde no trabalho. O que os especialistas alertam é que não se deve deixar seus compromissos de lado. Portanto, antes de ajudar as pessoas, cumpra seus prazos!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
O lugar geométrico dos problemas
(03/08/08)
Terça-feira, 05 de Agosto de 2008 às 17h28
O Estado de S. Paulo
Megacidades - Grandes reportagens
Terça-feira, 05 de Agosto de 2008 às 17h28
O Estado de S. Paulo
Megacidades - Grandes reportagens
JOSÉ SERRA - Governador do Estado de São Paulo
A Grande São Paulo (GSP) é uma das maiores metrópoles do mundo. São cerca de 20 milhões de habitantes aglomerados numa área de 8 mil quilômetros quadrados que abrange 39 municípios. Aí se concentra grande parte do que o Estado de São Paulo tem de melhor - oportunidades de trabalho e negócios, universidades e centros médicos de primeira linha, programação cultural inesgotável. Do outro lado da balança, no atacado, os principais problemas do Estado têm aí seu lugar geométrico - o espaço sobre o qual convergem com intensidade máxima desemprego, poluição, trânsito, violência, déficits de transporte público, saneamento, saúde e ensino básico de qualidade.
Às vezes, o acúmulo de problemas parece superar os atrativos e torna difícil perceber os avanços conseguidos. Quem nunca teve vontade de fugir para sempre da metrópole numa dessas tardes infernais, preso no trânsito debaixo de chuva?
Não me cabe apontar o dedo para as más administrações municipais que deixaram problemas se agravarem. Prefiro registrar progressos alcançados em áreas fundamentais e reconhecer problemas que teremos que enfrentar com mais empenho.
Eppur si muove. Apesar dos pesares, nos últimos anos, uma ação planejada do governo estadual tem permitido uma queda acentuada de índices de criminalidade. Desde o final da década passada até 2007, a taxa de homicídios caiu de 37,1 para 11,3 por 100 mil habitantes no Estado. Na GSP o declínio foi na mesma proporção, de 52,3 para 15,8 homicídios. Isto é comparável ao que se conseguiu em Nova York e Bogotá, casos consagrados de sucesso no combate ao crime.
A expansão da rede hospitalar estadual, desde os anos 1990, vem aliviando o déficit na assistência à saúde. O atendimento municipal também melhorou, notadamente na capital, com seus 11 milhões de habitantes. A periferia ganhou dois grandes hospitais nos últimos três anos, além de outros instalados ou ampliados em Barueri, Cotia e Ferraz. No mesmo período, na capital, foram abertas mais de cem unidades de atendimento ambulatorial (AMAs), reunindo consultas, exames, socorro a pequenas emergências e triagem para mais de 1 milhão de pessoas por ano. A distribuição gratuita de remédios - que era calamitosa - já inclui mais de 170 itens e é hoje muito bem avaliada pela população.
Poderia me estender sobre a expansão dos parques municipais, dos investimentos estaduais em saneamento básico, do ensino técnico, ou ainda sobre os avanços nas redes municipal e estadual de ensino.
A área que menos avanços objetivos tem tido - pelo contrário, parece piorar a cada ano - é a do trânsito, claro. Digo trânsito, e não transporte público, porque a insatisfação em relação a este provém diretamente dos engarrafamentos. No curto prazo, dá para prometer alívio, mas não há soluções mágicas. As ações têm de ser estruturais, envolvendo grandes massas de investimentos bem planejados.
Primeiro, temos que completar o Rodoanel, a fim de evitar que um enorme volume de caminhões tenha que atravessar a GSP para ir, por exemplo, do interior aos Portos de Santos e São Sebastião. Só o Trecho Sul do Rodoanel, que ficará pronto no final de 2009, vai tirar cerca de 70 mil caminhões por dia das avenidas da GSP!
Segundo, precisamos investir na rede de metrô. Hoje temos 61 km. É muito pouco para uma metrópole deste tamanho. Estamos investindo ou vamos investir pesado na expansão da rede: 13 km da Estação da Luz ao Butantã, 4 km do Alto do Ipiranga à Vila Prudente, 4 km da Vila Prudente ao Oratório, 11 km do Largo 13 à Chácara Klabin. Em 2010 iniciaremos duas linhas: 10,5 km da Freguesia do Ó a São Joaquim e 12 km na Linha Vila Prudente-Carrão. Metrô significa rapidez, conforto, pontualidade e alternativa ao automóvel e ao ônibus - significa desengarrafamento.
Pôr a GSP nos trilhos não fica nisso. Dos 240 km de linhas da CPTM que cruzam a região metropolitana, em cerca de 160 km os antigos "trens de subúrbio" podem ser transformados em metrô de superfície. Também teremos os Expressos ABC, Leste e Aeroporto e o metrô leve para Congonhas.
Tudo isso exige esforço e dinheiro. Só o Trecho Sul do Rodoanel, que está sendo feito na máxima velocidade, custará R$ 4 bilhões! Como isso ainda é pouco, vamos usar de forma criteriosa, mas sem inibições ideológicas, concessões e parcerias com a iniciativa privada para começar já no ano que vem o Trecho Leste do Rodoanel.
Na expansão do metrô os investimentos superam os R$ 17 bilhões. Recentemente, a Prefeitura da capital decidiu somar forças com o Estado nessa empreitada, coisa que não fazia desde os anos 1970.
Mas apenas as receitas dos impostos estaduais e municipais não pagariam obras desse vulto. Como o governo tem mantido as contas bem arrumadas, tivemos sinal verde das autoridades federais e do Senado para tomar financiamentos do BID, Banco Mundial, Japão e BNDES. E queremos recorrer também a trocas de patrimônio já amortizado para acelerar investimentos (daí a idéia de privatizar a Cesp).
Os problemas estruturais da GSP, como das outras regiões metropolitanas do Brasil, não se esgotam em trânsito e transporte. Há outros de grande peso. Problemas políticos, para começar. A GSP tem metade dos eleitores do Estado, mas não mais de um quarto dos deputados estaduais e federais. No nosso sistema eleitoral proporcional, o voto nas regiões metropolitanas é muito pulverizado, não se concentra em candidatos locais como no interior. Este fenômeno se reproduz no Rio, em Recife, em Belo Horizonte. A perda de peso político das regiões metropolitanas tem óbvia conseqüência em sua influência na orientação dos investimentos. Esta é uma das razões pelas quais defendo a adoção de alguma forma de voto distrital no Brasil: além de aproximar representantes e representados, ele levaria à representação mais equilibrada das comunidades hoje diluídas no imenso colégio eleitoral que é o Estado inteiro.
Outro aspecto dessa questão reside na forma de distribuição do fundo de participação dos municípios, formado por 23,5% das receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto de Renda. O critério leva em conta o fator população, mas só até 160 mil habitantes. Uma cidade com 2 milhões de habitantes recebe o mesmo que uma de 200 mil!
Por último, pesa a ausência de autoridades metropolitanas efetivas, que se sobreponham em certas circunstâncias ao Estado e às prefeituras. Os 39 municípios da GSP têm sistemas autônomos de transportes, no mais das vezes inteiramente descoordenados entre si e com linhas interurbanas.
Os três problemas acima mencionados - sistema eleitoral, distribuição de recursos e autoridades metropolitanas efetivas - exigem soluções constitucionais. Dar-se conta de que eles existem e debatê-los representa, pelo menos, um passo inicial para se começar a resolvê-los. Que ingressemos pelo menos no começo do começo de sua solução.
A Grande São Paulo (GSP) é uma das maiores metrópoles do mundo. São cerca de 20 milhões de habitantes aglomerados numa área de 8 mil quilômetros quadrados que abrange 39 municípios. Aí se concentra grande parte do que o Estado de São Paulo tem de melhor - oportunidades de trabalho e negócios, universidades e centros médicos de primeira linha, programação cultural inesgotável. Do outro lado da balança, no atacado, os principais problemas do Estado têm aí seu lugar geométrico - o espaço sobre o qual convergem com intensidade máxima desemprego, poluição, trânsito, violência, déficits de transporte público, saneamento, saúde e ensino básico de qualidade.
Às vezes, o acúmulo de problemas parece superar os atrativos e torna difícil perceber os avanços conseguidos. Quem nunca teve vontade de fugir para sempre da metrópole numa dessas tardes infernais, preso no trânsito debaixo de chuva?
Não me cabe apontar o dedo para as más administrações municipais que deixaram problemas se agravarem. Prefiro registrar progressos alcançados em áreas fundamentais e reconhecer problemas que teremos que enfrentar com mais empenho.
Eppur si muove. Apesar dos pesares, nos últimos anos, uma ação planejada do governo estadual tem permitido uma queda acentuada de índices de criminalidade. Desde o final da década passada até 2007, a taxa de homicídios caiu de 37,1 para 11,3 por 100 mil habitantes no Estado. Na GSP o declínio foi na mesma proporção, de 52,3 para 15,8 homicídios. Isto é comparável ao que se conseguiu em Nova York e Bogotá, casos consagrados de sucesso no combate ao crime.
A expansão da rede hospitalar estadual, desde os anos 1990, vem aliviando o déficit na assistência à saúde. O atendimento municipal também melhorou, notadamente na capital, com seus 11 milhões de habitantes. A periferia ganhou dois grandes hospitais nos últimos três anos, além de outros instalados ou ampliados em Barueri, Cotia e Ferraz. No mesmo período, na capital, foram abertas mais de cem unidades de atendimento ambulatorial (AMAs), reunindo consultas, exames, socorro a pequenas emergências e triagem para mais de 1 milhão de pessoas por ano. A distribuição gratuita de remédios - que era calamitosa - já inclui mais de 170 itens e é hoje muito bem avaliada pela população.
Poderia me estender sobre a expansão dos parques municipais, dos investimentos estaduais em saneamento básico, do ensino técnico, ou ainda sobre os avanços nas redes municipal e estadual de ensino.
A área que menos avanços objetivos tem tido - pelo contrário, parece piorar a cada ano - é a do trânsito, claro. Digo trânsito, e não transporte público, porque a insatisfação em relação a este provém diretamente dos engarrafamentos. No curto prazo, dá para prometer alívio, mas não há soluções mágicas. As ações têm de ser estruturais, envolvendo grandes massas de investimentos bem planejados.
Primeiro, temos que completar o Rodoanel, a fim de evitar que um enorme volume de caminhões tenha que atravessar a GSP para ir, por exemplo, do interior aos Portos de Santos e São Sebastião. Só o Trecho Sul do Rodoanel, que ficará pronto no final de 2009, vai tirar cerca de 70 mil caminhões por dia das avenidas da GSP!
Segundo, precisamos investir na rede de metrô. Hoje temos 61 km. É muito pouco para uma metrópole deste tamanho. Estamos investindo ou vamos investir pesado na expansão da rede: 13 km da Estação da Luz ao Butantã, 4 km do Alto do Ipiranga à Vila Prudente, 4 km da Vila Prudente ao Oratório, 11 km do Largo 13 à Chácara Klabin. Em 2010 iniciaremos duas linhas: 10,5 km da Freguesia do Ó a São Joaquim e 12 km na Linha Vila Prudente-Carrão. Metrô significa rapidez, conforto, pontualidade e alternativa ao automóvel e ao ônibus - significa desengarrafamento.
Pôr a GSP nos trilhos não fica nisso. Dos 240 km de linhas da CPTM que cruzam a região metropolitana, em cerca de 160 km os antigos "trens de subúrbio" podem ser transformados em metrô de superfície. Também teremos os Expressos ABC, Leste e Aeroporto e o metrô leve para Congonhas.
Tudo isso exige esforço e dinheiro. Só o Trecho Sul do Rodoanel, que está sendo feito na máxima velocidade, custará R$ 4 bilhões! Como isso ainda é pouco, vamos usar de forma criteriosa, mas sem inibições ideológicas, concessões e parcerias com a iniciativa privada para começar já no ano que vem o Trecho Leste do Rodoanel.
Na expansão do metrô os investimentos superam os R$ 17 bilhões. Recentemente, a Prefeitura da capital decidiu somar forças com o Estado nessa empreitada, coisa que não fazia desde os anos 1970.
Mas apenas as receitas dos impostos estaduais e municipais não pagariam obras desse vulto. Como o governo tem mantido as contas bem arrumadas, tivemos sinal verde das autoridades federais e do Senado para tomar financiamentos do BID, Banco Mundial, Japão e BNDES. E queremos recorrer também a trocas de patrimônio já amortizado para acelerar investimentos (daí a idéia de privatizar a Cesp).
Os problemas estruturais da GSP, como das outras regiões metropolitanas do Brasil, não se esgotam em trânsito e transporte. Há outros de grande peso. Problemas políticos, para começar. A GSP tem metade dos eleitores do Estado, mas não mais de um quarto dos deputados estaduais e federais. No nosso sistema eleitoral proporcional, o voto nas regiões metropolitanas é muito pulverizado, não se concentra em candidatos locais como no interior. Este fenômeno se reproduz no Rio, em Recife, em Belo Horizonte. A perda de peso político das regiões metropolitanas tem óbvia conseqüência em sua influência na orientação dos investimentos. Esta é uma das razões pelas quais defendo a adoção de alguma forma de voto distrital no Brasil: além de aproximar representantes e representados, ele levaria à representação mais equilibrada das comunidades hoje diluídas no imenso colégio eleitoral que é o Estado inteiro.
Outro aspecto dessa questão reside na forma de distribuição do fundo de participação dos municípios, formado por 23,5% das receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto de Renda. O critério leva em conta o fator população, mas só até 160 mil habitantes. Uma cidade com 2 milhões de habitantes recebe o mesmo que uma de 200 mil!
Por último, pesa a ausência de autoridades metropolitanas efetivas, que se sobreponham em certas circunstâncias ao Estado e às prefeituras. Os 39 municípios da GSP têm sistemas autônomos de transportes, no mais das vezes inteiramente descoordenados entre si e com linhas interurbanas.
Os três problemas acima mencionados - sistema eleitoral, distribuição de recursos e autoridades metropolitanas efetivas - exigem soluções constitucionais. Dar-se conta de que eles existem e debatê-los representa, pelo menos, um passo inicial para se começar a resolvê-los. Que ingressemos pelo menos no começo do começo de sua solução.
terça-feira, 29 de julho de 2008
SERRA DESAPARECE DOS EVENTOS DO KASSAB
As aparições públicas do governador José Serra (PSDB) ao lado do prefeito Gilberto Kassab (DEM), seu afilhado político, rarearam após a abertura oficial da campanha eleitoral em São Paulo, no início do mês.
O último encontro público entre os dois ocorreu no dia 7. Os assessores do prefeito afirmam que não existe previsão de quando os dois voltarão a posar juntos para as câmeras.
A atual realidade é bem diferente do período da pré-campanha. Só nos últimos dez dias do mês passado, Serra e Kassab estiveram lado a lado em eventos pelo menos quatro vezes.
Kassab está estacionado em terceiro lugar do Datafolha, com 13%. Marta Suplicy (PT), com 36%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 32%, estão empatados tecnicamente na ponta.
Ontem, Kassab tentou minimizar o sumiço de Serra. "Nossa relação é rotineira, tem dia que a gente fala várias vezes, tem dia que não fala, por telefone, pessoalmente. A responsabilidade de governar o Estado é muito grande, são diversas atribuições", afirmou o prefeito.
Mesmo sem a presença física de Serra, a campanha de Kassab tenta explorar a parceria. Sua campanha tem distribuído panfletos pela cidade com fotos dos dois. Seus assessores alegam que as limitações da Lei Eleitoral, que proíbe a participação do prefeito em inaugurações, por exemplo, ajudaram a rarear os encontros conjuntos.
Eles afirmam ainda que há encontros rotineiros entre os dois para discussões administrativas referentes a projetos do Estado com a prefeitura.
Assessores do governador afirmam que ele não vai abandonar o projeto reeleitoral de Kassab antes do segundo turno, sob risco de implodir sua política de alianças para a eleição presidencial de 2010. Nas palavras de auxiliares, Serra pretende transmitir a imagem de neutralidade, até para não melindrar os alckmistas.
O grupo ligado ao governador não esconde o desconforto com o e-mail enviado por Kassab aos subprefeitos, pedindo "ação" no dia em que seriam realizadas as entrevistas para a última pesquisa Datafolha.
Na quinta-feira, antes de o caso vir à tona, o governador se encontrou reservadamente com Kassab. Um dos temas discutidos foi sua "neutralidade". Secretários tucanos da gestão do prefeito, até agora aguerridos, também dizem que vão evitar eventos de campanha. Tal tarefa será delegada, dizem, aos subprefeitos tucanos que estão na gestão municipal.
Mesmo os tucanos kassabistas já dizem que será inevitável que Serra apareça no programa eleitoral de Alckmin na TV. O governador também estará no de Kassab. Serra não gravará depoimentos. Mas há um farto material colhido durante as inaugurações em que os dois estiveram lado a lado.
Os aliados de Alckmin esperam que, com a suspeita de uso da máquina pesando sobre Kassab, Serra fique mais distante do prefeito.
O último encontro público entre os dois ocorreu no dia 7. Os assessores do prefeito afirmam que não existe previsão de quando os dois voltarão a posar juntos para as câmeras.
A atual realidade é bem diferente do período da pré-campanha. Só nos últimos dez dias do mês passado, Serra e Kassab estiveram lado a lado em eventos pelo menos quatro vezes.
Kassab está estacionado em terceiro lugar do Datafolha, com 13%. Marta Suplicy (PT), com 36%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 32%, estão empatados tecnicamente na ponta.
Ontem, Kassab tentou minimizar o sumiço de Serra. "Nossa relação é rotineira, tem dia que a gente fala várias vezes, tem dia que não fala, por telefone, pessoalmente. A responsabilidade de governar o Estado é muito grande, são diversas atribuições", afirmou o prefeito.
Mesmo sem a presença física de Serra, a campanha de Kassab tenta explorar a parceria. Sua campanha tem distribuído panfletos pela cidade com fotos dos dois. Seus assessores alegam que as limitações da Lei Eleitoral, que proíbe a participação do prefeito em inaugurações, por exemplo, ajudaram a rarear os encontros conjuntos.
Eles afirmam ainda que há encontros rotineiros entre os dois para discussões administrativas referentes a projetos do Estado com a prefeitura.
Assessores do governador afirmam que ele não vai abandonar o projeto reeleitoral de Kassab antes do segundo turno, sob risco de implodir sua política de alianças para a eleição presidencial de 2010. Nas palavras de auxiliares, Serra pretende transmitir a imagem de neutralidade, até para não melindrar os alckmistas.
O grupo ligado ao governador não esconde o desconforto com o e-mail enviado por Kassab aos subprefeitos, pedindo "ação" no dia em que seriam realizadas as entrevistas para a última pesquisa Datafolha.
Na quinta-feira, antes de o caso vir à tona, o governador se encontrou reservadamente com Kassab. Um dos temas discutidos foi sua "neutralidade". Secretários tucanos da gestão do prefeito, até agora aguerridos, também dizem que vão evitar eventos de campanha. Tal tarefa será delegada, dizem, aos subprefeitos tucanos que estão na gestão municipal.
Mesmo os tucanos kassabistas já dizem que será inevitável que Serra apareça no programa eleitoral de Alckmin na TV. O governador também estará no de Kassab. Serra não gravará depoimentos. Mas há um farto material colhido durante as inaugurações em que os dois estiveram lado a lado.
Os aliados de Alckmin esperam que, com a suspeita de uso da máquina pesando sobre Kassab, Serra fique mais distante do prefeito.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Fuad veta uso de seu nome e imagem por outros partidos
O prefeito Fuad Chucre (PSDB) doou de maneira exclusiva, em documento, os direitos de imagem e nome, seja de maneira escrita, visual e sonora, para seu candidato a prefeito pelo PSDB, Dr. João Naves. Isto veta o uso de seu nome e imagem por outros candidatos e partidos.O documento (carta de intenções, com firma reconhecida e registrada em cartório), dá o direito ao candidato de Fuad, Dr. João Naves (PSDB), a autorizar e utilizar o nome e a imagem por candidatos a vereador do próprio partido durante a campanha eleitoral, e outorga, ao mesmo tempo, ao próprio Dr. João Naves reclamar na justiça o uso indevido da imagem.Segundo o candidato de Fuad, Dr. João Naves, a intenção do prefeito Fuad é a de coibir o uso de sua imagem por outros candidatos e partidos, que tinham a intenção de utilizá-la para tentar confundir o eleitor.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Ex-primeira-dama Ruth Cardoso morre em São Paulo
24/06/2008 - 21h18
da Folha de S.Paulo
da Folha de S.Paulo
da Folha Online
A ex-primeira-dama Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, morreu na noite desta terça-feira, em São Paulo, aos 77 anos. As causas da morte não foram confirmadas.
Sergio Lima /Folha Imagem
A ex-primeira-dama Ruth Cardoso durante entrevista para a Folha em 1999
Ela havia recebido alta na segunda-feira (23) do hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista (região central de São Paulo). Segundo reportagem da Folha, a ex-primeira-dama foi internada após sentir fortes dores no peito.
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse em entrevista à Folha Online que Ruth Cardoso morreu em casa. Antes, teria desmaiado. Fernando Henrique não estava em casa.
Segundo o tucano, a sessão solene prevista para as 11h de quarta-feira (25) no Senado em comemoração aos 20 anos do PSDB foi cancelada.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), decretou luto de três dias no Estado. Após a confirmação da morte, o tucano foi até o apartamento de FHC, em Higienópolis, para prestar solidariedade ao ex-presidente.
A ex-primeira-dama Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, morreu na noite desta terça-feira, em São Paulo, aos 77 anos. As causas da morte não foram confirmadas.
Sergio Lima /Folha Imagem
Ela havia recebido alta na segunda-feira (23) do hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista (região central de São Paulo). Segundo reportagem da Folha, a ex-primeira-dama foi internada após sentir fortes dores no peito.
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse em entrevista à Folha Online que Ruth Cardoso morreu em casa. Antes, teria desmaiado. Fernando Henrique não estava em casa.
Segundo o tucano, a sessão solene prevista para as 11h de quarta-feira (25) no Senado em comemoração aos 20 anos do PSDB foi cancelada.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), decretou luto de três dias no Estado. Após a confirmação da morte, o tucano foi até o apartamento de FHC, em Higienópolis, para prestar solidariedade ao ex-presidente.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Como funciona o Congresso
O Congresso Nacional trabalha em períodos de tempo próprios, e "legislatura" é o período de quatro anos em que o Congresso Nacional exerce as atribuições previstas na Constituição Federal. Cada legislatura é dividida, anualmente, em quatro sessões legislativas. Cada sessão legislativa ordinária tem início em 2 de fevereiro, é interrompida em 17 de julho, reiniciada em 1º de agosto e encerrada em 22 de dezembro.O Regimento Interno constitui importantíssimo instrumento no processo de elaboração das leis do País. O Regimento, em sentido geral, é uma lei com regras e procedimentos destinados a determinar a estrutura, organização e funcionamento da Câmara dos Deputados, e, na condição de norma infraconstitucional, está sujeito à Constituição.A Mesa Diretora tem por atribuição dirigir os trabalhos legislativos e os serviços administrativos da Casa. É um órgão colegiado, integrado por sete deputados eleitos entre os parlamentares da Casa. A Mesa tem competências específicas, como, por exemplo, a de promulgar, junto com a Mesa do Senado Federal, as emendas à Constituição e de propor alterações ao Regimento Interno. O mandato dos membros da Mesa é de dois anos.A Secretaria-Geral da Mesa (SGM) assessora a Mesa nos trabalhos legislativos e a Presidência no desempenho de suas atribuições regimentais e constitucionais, dirige, coordena e orienta as atividades legislativas da Câmara dos Deputados, bem como acompanha e assessora as sessões plenárias e demais eventos de natureza técnico-política relacionados às atividades legislativas.O Plenário é o órgão máximo de deliberação da Casa. Nele, os representantes do povo, reunidos em sua totalidade, discutem e votam soberanamente as proposições em tramitação, no cumprimento da função constitucional conferida ao Poder Legislativo de elaboração do ordenamento jurídico e de fiscalização financeira e orçamentária. Nas Comissões, as propostas são analisadas por grupos menores de Parlamentares. É o local onde se busca aprofundar o debate das matérias antes de elas serem submetidas à análise do Plenário. As Comissões podem ser permanentes, temporárias ou mistas. Vale ressaltar os trabalhos desenvolvidos pela Comissão de Legislação Participativa. Por seu intermédio, a Câmara dos Deputados abre à sociedade civil a possibilidade de acesso ao sistema de produção das normas que integram o ordenamento jurídico do País. Assim sendo, organizações civis e empresas podem levar diretamente ao Parlamento sua percepção sobre os problemas, demandas e necessidades da vida real e cotidiana brasileira.Maioria é o partido ou bloco parlamentar integrado pela maioria absoluta dos Deputados. Como o total de membros da Casa é 513, a Maioria deve possuir 257 Deputados. No entanto, como o sistema de Governo adotado no País é o presidencialista, torna-se muito difícil a um partido ou bloco parlamentar obter a maioria absoluta na Casa. Por isso, o Regimento Interno fixa que, não havendo agremiação partidária com tal composição, será considerado Maioria o partido ou bloco que possuir o maior número de Deputados.A Minoria é o maior partido ou bloco parlamentar em oposição ao pensamento da Maioria sobre o Governo Federal (Poder Executivo). Assim, se a Maioria é favorável ao Governo, a Minoria será o maior partido entre aqueles contrários ao entendimento do Governo. Os Deputados, agrupados em representações partidárias ou blocos parlamentares, elegem seus Líderes, que, entre outras atribuições, encaminham as votações nas Comissões e no Plenário, onde podem fazer uso da palavra, em qualquer tempo da sessão, para tratar de assunto de relevância nacional ou defender determinada linha política. Os Líderes também indicam os deputados para compor as Comissões Técnicas e registram os candidatos para concorrer aos cargos da Mesa Diretora. O Presidente da República poderá indicar deputado para exercer a Liderança do Governo, composta de um Líder e cinco Vice-Líderes.Órgão de discussão e de negociação política, o Colégio de Líderes é fundamental para o processo legislativo, pois viabiliza a conciliação entre os diferentes interesses das categorias representadas na Casa. O Colégio e Líderes é composto pelos Líderes da Maioria, da Minoria, dos partidos, dos blocos parlamentares e do Governo.Responsável pela defesa da Câmara, de seus órgãos e membros perante a sociedade, em razão do exercício do mandato ou atribuições institucionais, a Procuradoria Parlamentar providencia a defesa judicial e extrajudicial da Casa, por meio de advogado, do Ministério Público ou da Advocacia-Geral da União, e também promove a ampla publicidade reparadora, com direito de resposta, direito à indenização por dano moral ou material, no caso de algum órgão de comunicação veicular matéria ofensiva à Casa ou a seus membros. Ela é composta por onze membros, designados pelo Presidente da Câmara, com mandato de dois anos e trabalha em colaboração com a Mesa.Após eleita, a Mesa designa quatro de seus membros efetivos para se responsabilizarem, no exercício do cargo de Corregedor e de Corregedores Substitutos, pela manutenção do decoro, da ordem e disciplina no âmbito da Casa. O Corregedor preside inquérito que envolva deputado.O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados é o órgão encarregado do procedimento disciplinar destinado à aplicação de penalidades nos casos de descumprimento das normas relativas ao decoro parlamentar. Os trabalhos do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar são regidos por regulamento próprio, que dispõe sobre os procedimentos a serem observados no processo disciplinar parlamentar, de acordo com o disposto no Código de Ética e Decoro Parlamentar e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados. O Conselho, nos casos de processo disciplinar, atua mediante provocação da Mesa. Cabe ao Conselho, entre outras atribuições, zelar pela observância dos preceitos éticos, cuidando da preservação da dignidade parlamentar; instaurar o processo disciplinar e proceder aos os atos necessários à sua instrução; responder a consultas da Mesa, de comissões e de Deputados sobre matéria de sua competência.A Ouvidoria Parlamentar recebe, examina e encaminha denúncias de pessoas físicas ou jurídicas sobre irregularidades ou ilegalidades praticadas na Administração Pública. Tem o dever de responder aos cidadãos ou entidades questões sobre as providências tomadas pela Câmara dos Deputados, além de encaminhar as reclamações ou representações ao Ministério Público, Tribunal de Contas da União ou outros órgãos competentes. A Ouvidoria Parlamentar é composta por um Ouvidor-Geral e dois Ouvidores Substitutos, designados pelo Presidente da Câmara, com mandato de dois anos, vedada a recondução. As ações da Ouvidoria Parlamentar são amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação da Casa.Com o objetivo de dar suporte aos trabalhos legislativos, a estrutura funcional da Câmara dos Deputados conta com a Diretoria-Geral, que cuida do planejamento, da coordenação e do controle das atividades administrativas da Casa. É auxiliada por outras três Diretorias: Administrativa, de Recursos Humanos e Legislativa. Também integram a estrutura administrativa da Instituição nove departamentos, três centros, três assessorias, duas secretarias e duas consultorias.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
DISCURSO DE NOSSO DEPUTADO FERNANDO CHUCRE
O SR. FERNANDO CHUCRE (PSDB-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho aqui a este plenário elogiar a sábia decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, que proibiu o Governo Lula de editar medidas provisórias com o objetivo de liberar créditos sem atender aos critérios constitucionais. A decisão significa uma vitória da democracia contra os constantes abusos do Governo Federal. A partir de hoje, a decisão do STF impede a edição de MPs destinadas a abrir créditos extraordinários que não sejam para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública. Isso significa que o Governo Lula, a partir da agora, queira ou não queira, terá de respeitar pré-requisitos constitucionais para edição de MPs dessa natureza.Parabéns ao Ministro Gilmar Mendes, que ajudou em muito o Congresso Nacional, que ficará livre do constante abuso deste Governo! A decisão do STF, por 6 votos a 5, pela inconstitucionalidade da MP 405/07 que abre créditos extraordinários de R$5,4 bilhões para a Justiça Eleitoral e vários órgãos do Executivo, inclusive para a criação da TV Brasil, é, sem dúvida, um avanço para o fortalecimento das instituições e para a democracia deste País.Muito obrigado.
Assinar:
Postagens (Atom)