Em agosto de 1969, o presidente Costa e Silva, já mostrando sinais de comprometimento de seu estado de saúde, foi levado de Brasília para o Rio, onde viu o seu quadro agravar-se. E foi um domingo de muita tensão, diante da impossibilidade dele continuar desempenhando suas funções, que a decisão de considerá-lo impedido para governar foi tomada pela área militar. E a sua maior preocupação passou a ser a de evitar a posse do vice-presidente Pedro Aleixo, no qual não confiavam. Aleixo fora o único voto contrário à edição do Ato Institucional número 5, meses antes, e ficou visado por isso.
Pedro Aleixo coordenou a comissão de juristas que propunha uma nova Constituição sem o AI-5
A confirmação dessa posição logo ficou clara com a decisão de formar uma Junta Militar, pois havia desconfiança de que Pedro Aleixo não conviveria com o AI-5. Aos poucos tudo foi se esclarecendo e o colunista Carlos Castelo Branco, tempos depois, em sua coluna, comentou o fato, divulgando revelações do filho de Pedro Aleixo:
"O depoimento do Padre Aleixo sobre a disposição do seu pai, o Vice-Presidente Pedro Aleixo, de revogar o AI-5 se lhe fosse dado substituir ou suceder o Presidente Costa e Silva, completa a declaração do Senador Jarbas Passarinho a respeito do assunto e os depoimentos dos jornalistas Heráclito Salles e Carlos Chagas sobre o mesmo tema.
"O senador como íntimo do sistema, ministro de Estado que era naquela época e tendo acompanhado ao Rio em viagem sob custódia militar do falecido Pedro Aleixo, rumo ao Ministério da Marinha, informou que a razão real da negativa de posse ao vice-presidente por parte dos ministros militares, foi a suposição deles de que, se isso ocorresse, seria revogado o AI-5, a cuja edição se opusera na época."
"O Padre Aleixo confirma ter sido decisão prévia do seu pai abolir aquele ato, acrescentando que ele pensava ao mesmo tempo em convidar para ministro do Exército, o general Orlando Geisel, em cuja autoridade depositava todas suas esperanças."
"Tenho minhas dúvidas, diz Castelo, no entanto, se Pedro Aleixo realizaria seu intento nos primeiros dias ou se teria oportunidade de fazê-lo antes que tivesse seu poder consolidado e alterado a mentalidade vigente nos comandos militares."
Junta Militar composta pelo General Aurélio de Lira Tavares, pelo Almirante Augusto Rademaker e pelo Brigadeiro Márcio de Sousa e Melo assumiu o governo após a doença de Costa e Silva
"O general Jaime Portela em seu livro de memórias conta mais alguma coisa a respeito. Diz que o ministro da Marinha, Augusto Rademaker colocou o vice-presidente Pedro Aleixo a par da doença do Presidente e da decisão tomada diante do fato:
"O Alto Comando das Forças Armadas tinha decidido que não fosse feita a substituição, continuando o Presidente no cargo, e os Ministros Militares respondendo por ele, praticando os atos de governo em seu nome.
Pedro Aleixo discordou, declarando que havia uma Constituição em vigor, a qual deveria ser cumprida. Os ministros mostraram-lhe a inviabilidade de ser cumprida a norma constitucional de substituição por razões de segurança nacional. O vice-presidente mostrou-se irredutível em aceitar e insistiu que fosse cumprida a Constituição. Os ministros já esperavam e reagiram com mais elementos. Tiveram que lhe declarar que as Forças Armadas não o desejavam na chefia do Governo e no seu Comando Supremo, pois que, com elas havia se incompatibilizado, quando da edição do Ato Institucional número 5, pois não concordara com a promulgação daquele diploma, optando pela decretação de Estado de Sítio.
Pedro Aleixo em reunião com Tancredo Neves
"Pedro Aleixo continuou discordando. Foi-lhe dito também que um Ato Institucional estava pronto e seria dado conhecimento ao ministério, numa reunião convocada para a noite, estabelecendo medidas para que os Ministros Militares respondessem pelo Governo.
Temor por Minas
Havia mais problemas, diante de informações de que o governo mineiro e lideranças políticas daquele estado, entre as quais José Maria Alckmin e Magalhães Pinto, insistiam em que Pedro Aleixo fosse para Belo Horizonte lá tomando posse. As autoridades militares no Rio trataram de evitar sua viagem e, como desculpa para não ceder-lhe o avião para Minas, foi-lhe dito que ele estava com pane. Mas, além disso, tomaram medidas para evitar a sua saída para Minas, através de aeroporto comercial, mantendo-o sob vigilância total.
A operação militar também teve a seu favor o fato de que, nesse domingo, as atenções estavam voltadas para o Maracanã, onde o Brasil decidia com o Paraguai sua classificação para a Copa de 70...
A comunicação oficial, através de rede nacional, foi feita às primeiras horas da noite para surpresa geral do país.
Por Carlos Fehlberg
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
PSDB DE CARAPICUIBA PROMOVE PALESTRA SOBRE ORATÓRIA
O PSDB de Carapicuíba, através do ITV (Instituto Teotônio Vilela), subseção Carapicuíba promoveu, no ultimo dia 08 de maio, palestra para seus pré-candidatos a vereadores sobre oratória e trabalhos com o publico.
O palestrante, Rogério Nunes é integrante do ITV e graduando em Letras Modernas da Universidade de São Paulo. “Saber falar em publico eleitor é a garantia de conquistar votos numa campanha”, garante Rogério.
Para o Diretor Coordenador do ITV Carapicuíba, Julio Cesar dos Santos “A palestra foi organizada para ajudar os pré-candidatos a vencer as eleições de outubro”.
Entre os pré-candidatos estiveram presentes o vereador Dr. João Naves, ex secretário do Trabalho, Prof° Gonzaga, empresário Silvio Brito e o Pastor Wladimir.
Na seqüência teremos as palestras Prestação de Contas, com o jurista e contador Denilton Santos, no dia 29 de maio e Crimes Eleitorais no dia 05 de Junho com a jurista Shilma Machado. O evento está sendo realizado na Sede do PSDB de Carapicuíba, sito a Avenida Mirian, 311 – 3° Andar – Sala 36 no centro de Carapicuíba, das 19:30 as 22 horas.
O palestrante, Rogério Nunes é integrante do ITV e graduando em Letras Modernas da Universidade de São Paulo. “Saber falar em publico eleitor é a garantia de conquistar votos numa campanha”, garante Rogério.
Para o Diretor Coordenador do ITV Carapicuíba, Julio Cesar dos Santos “A palestra foi organizada para ajudar os pré-candidatos a vencer as eleições de outubro”.
Entre os pré-candidatos estiveram presentes o vereador Dr. João Naves, ex secretário do Trabalho, Prof° Gonzaga, empresário Silvio Brito e o Pastor Wladimir.
Na seqüência teremos as palestras Prestação de Contas, com o jurista e contador Denilton Santos, no dia 29 de maio e Crimes Eleitorais no dia 05 de Junho com a jurista Shilma Machado. O evento está sendo realizado na Sede do PSDB de Carapicuíba, sito a Avenida Mirian, 311 – 3° Andar – Sala 36 no centro de Carapicuíba, das 19:30 as 22 horas.
CASA DO EMPREENDEDOR PROMOVE AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR A LEI GERAL MUNICIPAL DA MICRO E PEQUENA EMPRESA
Carapicuíba poderá ser uma de várias cidades no Estado a ter uma Lei Geral da Micro e Pequena Empresa Municipal, a primeira depois da vigência da nova legislação federal, em dezembro de 2006. O coordenador da Casa do Empreendedor da Prefeitura Municipal, Julio Cesar dos Santos, apresenta a proposta de municipalização da Lei Geral nesta terça-feira, dia 20, a partir das 9h30, na Câmara Municipal. A mensagem da Prefeitura, instituindo um estatuto municipal exclusivo para as micro e pequenas empresas, deve ser analisada pela Câmara nos próximos dias.A Lei Geral Municipal de Carapicuíba foi elaborada com a ajuda do Sebrae. “Regulamentamos em cima do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (também conhecido como Lei Geral), levando em conta três pilares, a necessidade de desburocratização, desoneração tributária e fomento aos pequenos negócios. Queremos trazer à formalidade os informais e estimular o cooperativismo. A Lei Geral não é imediatista, não vai mudar a realidade da noite para o dia, mas pode ser um bom começo. O Executivo Municipal precisa de um instrumento que nos permita investir no fortalecimento das micro e pequenas empresas”, explica Julio.Em Carapicuíba - assim como em outras cidades, a proposta de Lei Geral Municipal prevê a participação exclusiva das micro e pequenas empresas em licitações públicas municipais com valores até R$ 80 mil. A mensagem, que precisa da aprovação dos vereadores e sanção do prefeito para virar lei, também prevê a criação de uma “Sala do Empreendedor”, para facilitar a abertura de pequenos negócios, com facilidade e menos burocracia, mas como Carapicuíba tem a Casa do Empreendedor, esse beneficio está garantido para as micro e pequenas empresas.O coordenador da Casa do Empreendedor da Prefeitura Municipal de Carapicuíba explica que a desoneração tributária só poderá ser sentida mais para frente, depois de o estatuto municipal estar em pleno vigor. “Assim, o poder público municipal poderá discutir planos de redução de alíquotas de acordo com cada atividade. A Sala do Empreendedor também será útil. Os empresários de micro e pequenas empresas não podem mais enfrentar essa romaria, com exigência de documentos e certidões para abrir o próprio negócio, lembrando também que temos nosso programa Comércio Legal onde isentamos empresas de até 80 m² e capital de 100 VRM (R$ 24.800,00)”, assinala Julio.O assessor do escritório regional do Sebrae em Osasco, Adalberto Burcci Nascimento, considera de fundamental importância, para o município, a regulamentação da Lei Geral. "Precisamos ter uma política diferenciada em Carapicuíba para o surgimento de novas micro e pequenas empresas. A Lei Geral ajuda na formalização e na sobrevivência dos pequenos negócios", assinala. O gerente defende ainda a aplicação integral dos benefícios previstos pela Lei Geral no município, principalmente no acesso às compras governamentais. "As micro e pequenas empresas estão muito distantes desse nicho que se abriu com a nova legislação federal. A implantação de uma Lei Geral da Micro e Pequena Empresa Municipal é um avanço para Carapicuíba", afirma.
Para o prefeito de Carapicuíba, Fuad Gabriel Chucre, essa lei vem a beneficiar aos comerciantes e tem o objetivo também de regulamentar novas políticas para o empreendedorismo da cidade.MunicipalizaçãoOs municípios têm um papel fundamental na regulamentação de itens da Lei Geral. Desde o final do ano passado, o Sebrae vem orientando aos municípios paulistas sobre a importância da regulamentação. Estão sendo mantidas discussões com outras regiões do Estado. A conclusão é que o desenvolvimento dos municípios está diretamente vinculado ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas. O Sebrae também sugere a implementação de convênios com o Estado e União, para que órgãos e entidades envolvidos na abertura e fechamento de empresas, nas três esferas de governo e no âmbito de suas atribuições, possam manter à disposição dos usuários, de forma presencial e pela internet, informações, orientações e instrumentos, de forma integrada e consolidada. O Sebrae recomenda que a regulamentação da Lei Geral obedeça às particularidades locais.
Para o prefeito de Carapicuíba, Fuad Gabriel Chucre, essa lei vem a beneficiar aos comerciantes e tem o objetivo também de regulamentar novas políticas para o empreendedorismo da cidade.MunicipalizaçãoOs municípios têm um papel fundamental na regulamentação de itens da Lei Geral. Desde o final do ano passado, o Sebrae vem orientando aos municípios paulistas sobre a importância da regulamentação. Estão sendo mantidas discussões com outras regiões do Estado. A conclusão é que o desenvolvimento dos municípios está diretamente vinculado ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas. O Sebrae também sugere a implementação de convênios com o Estado e União, para que órgãos e entidades envolvidos na abertura e fechamento de empresas, nas três esferas de governo e no âmbito de suas atribuições, possam manter à disposição dos usuários, de forma presencial e pela internet, informações, orientações e instrumentos, de forma integrada e consolidada. O Sebrae recomenda que a regulamentação da Lei Geral obedeça às particularidades locais.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Cresce pressão para que Alckmin desista da disputa
Perspectiva de fechamento de um acordo do DEM com o PMDB de Orestes Quércia tonificou o cerco a Geraldo Alckmin. A novidade reacendeu as articulações para tentar convencer o candidato tucano a retirar-se da disputa paulistana, declarando apoio à reeleição do prefeito ‘demo’ Gilberto Kassab.
Nesta quinta-feira (24), de volta de uma viagem de dois dias a Curitiba (PR), Alckmin deve reunir-se com a bancada de vereadores do PSDB paulistano. São 12 os tucanos com assento na Câmara Municipal de São Paulo. Só um, Tião Faria, está do lado de Alckmin. Todos os demais defendem a manutenção da aliança tucano-democrata em torno de Kassab. A começar de Natalini, líder da bancada tucana.
A reunião com os vereadores foi marcada, desmarcada e remarcada. Partidários de Alckmin avaliam que ele não deveria receber os tucanos da Câmara Municipal, aliados de Kassab, no mesmo dia em que o prefeito deve posar para fotos ao lado de Quércia. Até as 21 h de ontem, porém, a reunião estava de pé.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também deseja reunir-se com Alckmin. Quer estimulá-lo a refletir mais sobre a nova conjuntura. Privadamente, diz que o melhor para Alckmin seria guardar-se para a disputa ao governo de São Paulo, em 2010.
Alckmin se finge de morto. Não emitiu, por ora, sinal de que pretenda desistir. Ao contrário. Deseja encerrar o lero-lero em torno de sua candidatura até a próxima semana. Antes, deve reunir-se com Kassab.
Em duas reuniões anteriores, Alckmin e Kassab combinaram que voltariam a conversar no final de abril. Consolidado o cenário de candidaturas apartadas, cada um cuidaria da própria vida, reencontrando-se apenas num eventual segundo turno.
Aferrada a esse calendário, a direção municipal do PSDB estima que o derradeiro encontro entre os dois candidatos vai ocorrer até quarta-feira (30) da semana que vem. Programa-se para os primeiros dias de maio a realização de uma reunião do diretório paulistano do partido, para referendar as pretensões de Alckmin.
Onze dos 12 vereadores tucanos acham, porém, que há uma decisão que precede o lançamento de candidaturas. “Nós pedimos, desde janeiro de 2008, que o partido decida, antes, se a aliança com o DEM será ou não mantida”, disse um dos vereadores ao blog, sob o compromisso do anonimato.
Ele comparou: “Funciona como um casamento. Quando alguém contrai núpcias, assume compromissos, põe uma aliança no dedo. Não pode simplesmente casar com outros ou decidir que vai viver sozinho sem antes descasar formalmente. O partido precisa definir, em alguma de suas instâncias, se a aliança será ou não rompida.”
Como se vê, agora mais do que nunca, o PSDB consolida-se como um agrupamento de amigos integralmente composto de inimigos.
Nesta quinta-feira (24), de volta de uma viagem de dois dias a Curitiba (PR), Alckmin deve reunir-se com a bancada de vereadores do PSDB paulistano. São 12 os tucanos com assento na Câmara Municipal de São Paulo. Só um, Tião Faria, está do lado de Alckmin. Todos os demais defendem a manutenção da aliança tucano-democrata em torno de Kassab. A começar de Natalini, líder da bancada tucana.
A reunião com os vereadores foi marcada, desmarcada e remarcada. Partidários de Alckmin avaliam que ele não deveria receber os tucanos da Câmara Municipal, aliados de Kassab, no mesmo dia em que o prefeito deve posar para fotos ao lado de Quércia. Até as 21 h de ontem, porém, a reunião estava de pé.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também deseja reunir-se com Alckmin. Quer estimulá-lo a refletir mais sobre a nova conjuntura. Privadamente, diz que o melhor para Alckmin seria guardar-se para a disputa ao governo de São Paulo, em 2010.
Alckmin se finge de morto. Não emitiu, por ora, sinal de que pretenda desistir. Ao contrário. Deseja encerrar o lero-lero em torno de sua candidatura até a próxima semana. Antes, deve reunir-se com Kassab.
Em duas reuniões anteriores, Alckmin e Kassab combinaram que voltariam a conversar no final de abril. Consolidado o cenário de candidaturas apartadas, cada um cuidaria da própria vida, reencontrando-se apenas num eventual segundo turno.
Aferrada a esse calendário, a direção municipal do PSDB estima que o derradeiro encontro entre os dois candidatos vai ocorrer até quarta-feira (30) da semana que vem. Programa-se para os primeiros dias de maio a realização de uma reunião do diretório paulistano do partido, para referendar as pretensões de Alckmin.
Onze dos 12 vereadores tucanos acham, porém, que há uma decisão que precede o lançamento de candidaturas. “Nós pedimos, desde janeiro de 2008, que o partido decida, antes, se a aliança com o DEM será ou não mantida”, disse um dos vereadores ao blog, sob o compromisso do anonimato.
Ele comparou: “Funciona como um casamento. Quando alguém contrai núpcias, assume compromissos, põe uma aliança no dedo. Não pode simplesmente casar com outros ou decidir que vai viver sozinho sem antes descasar formalmente. O partido precisa definir, em alguma de suas instâncias, se a aliança será ou não rompida.”
Como se vê, agora mais do que nunca, o PSDB consolida-se como um agrupamento de amigos integralmente composto de inimigos.
por Lula Marques/Folha Blog do Josias
PMDB cede vice de Kassab em troca de desistência de Alckmin
A peemedebista Alda Marco Antonio foi indicada pelo ex-governador Orestes Quércia para ser vice na chapa do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), à reeleição. Alda deixará a candidatura caso o PSDB, no futuro, concorde em abrir mão da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) para apoiar Kassab, informa a coluna de Mônica Bergamo desta quinta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
O apoio de Quércia a Kassab, revelado ontem pela coluna "Painel", foi confirmado pelo prefeito. Em troca do apoio do PMDB nas eleições de outubro, o DEM ofereceu a vice na chapa de Kassab. O DEM também se comprometeu a apoiar Quércia ao Senado, em 2010.
A coluna de Mônica Bergamo informa que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se reuniu com Jorge Bornhausen (DEM-SC) e Marco Maciel (DEM-PE) quando o acordo entre Kassab e Quércia foi selado. Serra é defensor da candidatura de Kassab, o que contraria parte do PSDB --interessada na candidatura de Alckmin.
Serra
De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, o acordo do PMDB atrai parte da legenda para a pré-candidatura de José Serra para a Presidência da República em 2010. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) estava buscando o apoio do PMDB para sua pré-candidatura.
O apoio de Quércia a Kassab, revelado ontem pela coluna "Painel", foi confirmado pelo prefeito. Em troca do apoio do PMDB nas eleições de outubro, o DEM ofereceu a vice na chapa de Kassab. O DEM também se comprometeu a apoiar Quércia ao Senado, em 2010.
A coluna de Mônica Bergamo informa que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se reuniu com Jorge Bornhausen (DEM-SC) e Marco Maciel (DEM-PE) quando o acordo entre Kassab e Quércia foi selado. Serra é defensor da candidatura de Kassab, o que contraria parte do PSDB --interessada na candidatura de Alckmin.
Serra
De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, o acordo do PMDB atrai parte da legenda para a pré-candidatura de José Serra para a Presidência da República em 2010. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) estava buscando o apoio do PMDB para sua pré-candidatura.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Reunião será em São Paulo e terá presença de FHC e Bornhausen
Fernando Henrique Cardoso e Jorge Bornhausen, entre outras lideranças do PSDB e DEM (o ex-PFL) que montaram a aliança em 1998, articulam uma reunião, esta semana em São Paulo, que vai passar a limpo o cenário político nacional. A proximidade das eleições municipais, a manutenção da aliança e as preocupações com o debate sobre a permanência de Lula no poder, através de emendas constitucionais estão na agenda. A intenção principal das lideranças oposicionistas, ao menos num primeiro momento, será manter a aliança política para as eleições e reagir às ações do governo, hoje fortalecido graças a uma sólida base parlamentar.
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-senador Jorge Bornhausen
É possível que os senadores presentes façam também um relato sobre as perspectivas que cercam o andamento e desfecho das CPIs instaladas no Congresso, que enfrentam dificuldades para apurar as denúncias contra o governo. Na dos Cartões Corporativos as resistências da base aliada ao aprofundamento das investigações e o inesperado debate sobre os dossiês revelados pela imprensa estarão em pauta.
Dilma vai depor
A ministra Dilma Roussef já respondeu a um ofício da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, confirmando sua presença em audiência pública, segundo requerimento do senador Flexa Ribeiro, do PSDB, aprovado há poucos dias. A convocação foi um recurso da Oposição para levá-la ao Congresso, diante da rejeição da sua convocação nas CPIs em andamento, tal a vantagem numérica da base aliada. Nessa Comissão de Infra-Estrutura, porém, a maioria é tucana, daí o expediente usado e que deu certo. No documento, porém, Dilma deixa claro o interesse da convocação: prestar esclarecimentos sobre a Usina Hidrelétrica de Belo Monte e sobre o andamento das obras do PAC.
A oposição chegou a aprovar um aditamento do senador tucano, Marconi Perillo, pedindo que ela tratasse também da questão dos cartões corporativos, mas ele foi retirado pelo próprio autor, após protestos dos senadores governistas Romero Jucá e Delcídio Amaral. A representação governista pretende impugnar perguntas sobre o dossiê e cartões corporativos, se houver insistência da oposição.
O líder do DEM, José Agripino, depois de dizer que os oposicionistas não desistirão de um depoimento de Dilma sobre o dossiê, é de opinião que ela indo à Comissão de Infra-Estrutura poderá esvaziar uma presença na CPI e questiona se não seria melhor que a base do governo concordasse que ela fosse ao fôro apropriado. A base governista, no entanto, já discordou claramente, usando sua maioria parlamentar, daí o expediente usado na comissão que trata da Infra-Estrutura...
As CPIs em ação
Neste início de semana, os partidos devem indicar os integrantes para a CPI dos Cartões Corporativos exclusiva do Senado. São 11 membros, mas DEM e PSDB terão apenas três vagas. Enquanto não há decisão sobre o futuro da CPI Mista, ela continuará atuando e votando dezenas de requerimentos. Dela, porém, a oposição começou a ausentar-se, criticando a tropa de choque de deputados, recrutados pelos líderes do governo.
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-senador Jorge Bornhausen
É possível que os senadores presentes façam também um relato sobre as perspectivas que cercam o andamento e desfecho das CPIs instaladas no Congresso, que enfrentam dificuldades para apurar as denúncias contra o governo. Na dos Cartões Corporativos as resistências da base aliada ao aprofundamento das investigações e o inesperado debate sobre os dossiês revelados pela imprensa estarão em pauta.
Dilma vai depor
A ministra Dilma Roussef já respondeu a um ofício da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, confirmando sua presença em audiência pública, segundo requerimento do senador Flexa Ribeiro, do PSDB, aprovado há poucos dias. A convocação foi um recurso da Oposição para levá-la ao Congresso, diante da rejeição da sua convocação nas CPIs em andamento, tal a vantagem numérica da base aliada. Nessa Comissão de Infra-Estrutura, porém, a maioria é tucana, daí o expediente usado e que deu certo. No documento, porém, Dilma deixa claro o interesse da convocação: prestar esclarecimentos sobre a Usina Hidrelétrica de Belo Monte e sobre o andamento das obras do PAC.
A oposição chegou a aprovar um aditamento do senador tucano, Marconi Perillo, pedindo que ela tratasse também da questão dos cartões corporativos, mas ele foi retirado pelo próprio autor, após protestos dos senadores governistas Romero Jucá e Delcídio Amaral. A representação governista pretende impugnar perguntas sobre o dossiê e cartões corporativos, se houver insistência da oposição.
O líder do DEM, José Agripino, depois de dizer que os oposicionistas não desistirão de um depoimento de Dilma sobre o dossiê, é de opinião que ela indo à Comissão de Infra-Estrutura poderá esvaziar uma presença na CPI e questiona se não seria melhor que a base do governo concordasse que ela fosse ao fôro apropriado. A base governista, no entanto, já discordou claramente, usando sua maioria parlamentar, daí o expediente usado na comissão que trata da Infra-Estrutura...
As CPIs em ação
Neste início de semana, os partidos devem indicar os integrantes para a CPI dos Cartões Corporativos exclusiva do Senado. São 11 membros, mas DEM e PSDB terão apenas três vagas. Enquanto não há decisão sobre o futuro da CPI Mista, ela continuará atuando e votando dezenas de requerimentos. Dela, porém, a oposição começou a ausentar-se, criticando a tropa de choque de deputados, recrutados pelos líderes do governo.
Durante a campanha este equívoco é comum e de conseqüências danosas
Muitos erros políticos, de grandes e graves conseqüências, poderiam ser evitados com um pouco mais de paciência, atenção e serenidade. Dentre esses, estão os erros desnecessários. É óbvio que todo o erro deve ser evitado, e que não há erro necessário. Entretanto, erros se cometem, é humano e inevitável, mais ainda numa campanha.
O candidato pavio curto ao ser provocado pelo adversário, pode tornar-se numa "metralhadora descontrolada", atirando para vários lados ao mesmo tempo.
Há, pois, erros que decorrem de decisões estratégicas, nas quais, as desvantagens do erro são menores do que as vantagens possíveis do acerto. São situações em que o político se arrisca, ousa, e, eventualmente, paga o preço, ou recolhe os lucros da sua ousadia. Estes são erros "inevitáveis". Decorrem de uma decisão consciente de assumir um risco, com vistas a um benefício maior.
Existem outros erros, entretanto, que resultam da precipitação, do descuido, da inexperiência, e da própria incompetência. Estes erros podem e devem ser evitados. Eles não contêm aquele potencial de ganho que o erro, numa ação estratégica, possui.
Dentre estes últimos, ofender a pessoa errada é um dos mais comuns e de conseqüências mais danosas. Na atmosfera inquieta e nervosa da campanha, circulam muitas informações não confirmadas, transitam muitos boatos, e chegam-se a conclusões finais sobre pessoas, com muita precipitação.
Além disso, poucos políticos adquirem e internalizam a grande lição de que "você não deve odiar seu inimigo, porque o ódio turba e confunde a mente". O passionalismo, tão presente nas campanhas, é um dos mais freqüentes responsáveis por "erros evitáveis".
Sobretudo quando o foco é o inimigo ou adversário, ele costuma levar o candidato a adotar atitudes ou fazer declarações, cujo objetivo é ferir, ofender seu desafeto, muito mais do que promover a sua própria candidatura.
O candidato pavio curto é o caso típico. Ele, inteligentemente provocado pelo adversário, pode tornar-se numa "metralhadora descontrolada", atirando para vários lados ao mesmo tempo, e ferindo, tanto seus adversários, como pessoas que nada têm a ver com a briga.
Atacar a pessoa errada, ofender quem nada fez para merecer o agravo, é um erro muito grave e de desdobramentos muito maiores do que pode, a primeira vista, parecer. A pessoa atacada injustamente, torna-se ipso facto uma vítima, fazendo com que muitos outros com ela se identifiquem na condenação da injustiça que acaba de sofrer.
Além disso, quando se ofende/ataca a pessoa errada, cria-se um inimigo. O atacado recebe a ofensa como um ato gratuito, sem explicações que o justifiquem, e identifica no seu agressor uma pessoa que nutre por ele uma hostilidade pessoal. Ciente desta situação, ele vai fazer o possível para "devolver" o agravo ao seu agressor, procurar prejudicá-lo onde e quando puder, numa atitude em que contra-atacar é o seu ato de defesa. Se o indivíduo alvo do ataque mal endereçado pertencia às hostes do adversário, agora é inimigo; se ele não tinha uma posição definida no conflito eleitoral, passou a ter; se ele estava inativo politicamente, agora fica politicamente ativo.
Se o ataque for injusto e gratuito. O candidato passa a ser percebido como uma pessoa agressiva e descontrolada.
Do lado de quem teve a iniciativa de atacar, os danos são também significativos. O eleitor encara muito negativamente o candidato que comete uma injustiça contra outra pessoa. Mais ainda quando esta injustiça é gratuita. Ele passa a ser percebido como uma pessoa agressiva e descontrolada.
Quando a clareza do erro fica manifesta, dentro da campanha, o candidato enfrenta a dura decisão de:
Não falar mais no assunto, na esperança de que seja esquecido;
Reconhecer o erro e pedir publicamente desculpas;
Continuar atacando, para "justificar" o primeiro ataque, abastecido com novos elementos, pelo conflito que se instalou.
Em qualquer destas três hipóteses, o candidato nada ganha em seu proveito, em termos eleitorais. Nas três, ao contrário, ele perde.
Das três, a melhor, quando for possível, é reconhecer o erro e pedir desculpas à pessoa agravada. O eleitor prefere o candidato que é capaz de confessar que é humano, que erra, que se arrepende, e que não tem medo de se desculpar, do que o candidato arrogante que persiste no erro para não reconhecer seus erros.
O fundamental para evitar este erro é:
1. Não confie nas emoções, nos sentimentos, nas paixões, como motivo e guia para atacar alguém. Trabalhe com informações, assegure-se da confiabilidade delas, estude seus adversários, espione-os, saiba o que fazem e dizem, de forma a, quando necessário, atacar a pessoa certa;
2. Nunca julgue pelas aparências. Vá além das aparências em busca da realidade. Não transforme versões não confirmadas em verdades absolutas.
Nada substitui o bom senso, o equilíbrio, a objetividade, na fase anterior ao ataque, quando ele está sendo discutido. Se não se sentir absolutamente convencido da justiça de sua ação, da certeza de que é aquela pessoa que merece ser atacada, assim como da vantagem estratégica do ataque, então não "compre esta briga".
O candidato pavio curto ao ser provocado pelo adversário, pode tornar-se numa "metralhadora descontrolada", atirando para vários lados ao mesmo tempo.
Há, pois, erros que decorrem de decisões estratégicas, nas quais, as desvantagens do erro são menores do que as vantagens possíveis do acerto. São situações em que o político se arrisca, ousa, e, eventualmente, paga o preço, ou recolhe os lucros da sua ousadia. Estes são erros "inevitáveis". Decorrem de uma decisão consciente de assumir um risco, com vistas a um benefício maior.
Existem outros erros, entretanto, que resultam da precipitação, do descuido, da inexperiência, e da própria incompetência. Estes erros podem e devem ser evitados. Eles não contêm aquele potencial de ganho que o erro, numa ação estratégica, possui.
Dentre estes últimos, ofender a pessoa errada é um dos mais comuns e de conseqüências mais danosas. Na atmosfera inquieta e nervosa da campanha, circulam muitas informações não confirmadas, transitam muitos boatos, e chegam-se a conclusões finais sobre pessoas, com muita precipitação.
Além disso, poucos políticos adquirem e internalizam a grande lição de que "você não deve odiar seu inimigo, porque o ódio turba e confunde a mente". O passionalismo, tão presente nas campanhas, é um dos mais freqüentes responsáveis por "erros evitáveis".
Sobretudo quando o foco é o inimigo ou adversário, ele costuma levar o candidato a adotar atitudes ou fazer declarações, cujo objetivo é ferir, ofender seu desafeto, muito mais do que promover a sua própria candidatura.
O candidato pavio curto é o caso típico. Ele, inteligentemente provocado pelo adversário, pode tornar-se numa "metralhadora descontrolada", atirando para vários lados ao mesmo tempo, e ferindo, tanto seus adversários, como pessoas que nada têm a ver com a briga.
Atacar a pessoa errada, ofender quem nada fez para merecer o agravo, é um erro muito grave e de desdobramentos muito maiores do que pode, a primeira vista, parecer. A pessoa atacada injustamente, torna-se ipso facto uma vítima, fazendo com que muitos outros com ela se identifiquem na condenação da injustiça que acaba de sofrer.
Além disso, quando se ofende/ataca a pessoa errada, cria-se um inimigo. O atacado recebe a ofensa como um ato gratuito, sem explicações que o justifiquem, e identifica no seu agressor uma pessoa que nutre por ele uma hostilidade pessoal. Ciente desta situação, ele vai fazer o possível para "devolver" o agravo ao seu agressor, procurar prejudicá-lo onde e quando puder, numa atitude em que contra-atacar é o seu ato de defesa. Se o indivíduo alvo do ataque mal endereçado pertencia às hostes do adversário, agora é inimigo; se ele não tinha uma posição definida no conflito eleitoral, passou a ter; se ele estava inativo politicamente, agora fica politicamente ativo.
Se o ataque for injusto e gratuito. O candidato passa a ser percebido como uma pessoa agressiva e descontrolada.
Do lado de quem teve a iniciativa de atacar, os danos são também significativos. O eleitor encara muito negativamente o candidato que comete uma injustiça contra outra pessoa. Mais ainda quando esta injustiça é gratuita. Ele passa a ser percebido como uma pessoa agressiva e descontrolada.
Quando a clareza do erro fica manifesta, dentro da campanha, o candidato enfrenta a dura decisão de:
Não falar mais no assunto, na esperança de que seja esquecido;
Reconhecer o erro e pedir publicamente desculpas;
Continuar atacando, para "justificar" o primeiro ataque, abastecido com novos elementos, pelo conflito que se instalou.
Em qualquer destas três hipóteses, o candidato nada ganha em seu proveito, em termos eleitorais. Nas três, ao contrário, ele perde.
Das três, a melhor, quando for possível, é reconhecer o erro e pedir desculpas à pessoa agravada. O eleitor prefere o candidato que é capaz de confessar que é humano, que erra, que se arrepende, e que não tem medo de se desculpar, do que o candidato arrogante que persiste no erro para não reconhecer seus erros.
O fundamental para evitar este erro é:
1. Não confie nas emoções, nos sentimentos, nas paixões, como motivo e guia para atacar alguém. Trabalhe com informações, assegure-se da confiabilidade delas, estude seus adversários, espione-os, saiba o que fazem e dizem, de forma a, quando necessário, atacar a pessoa certa;
2. Nunca julgue pelas aparências. Vá além das aparências em busca da realidade. Não transforme versões não confirmadas em verdades absolutas.
Nada substitui o bom senso, o equilíbrio, a objetividade, na fase anterior ao ataque, quando ele está sendo discutido. Se não se sentir absolutamente convencido da justiça de sua ação, da certeza de que é aquela pessoa que merece ser atacada, assim como da vantagem estratégica do ataque, então não "compre esta briga".
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