quarta-feira, 28 de novembro de 2007

As coisas estão acontecendo rapido demaisl




Ola amigos...


Hoje inicio colocando opinões minhas sobre algumas coisas do cotidiano...


Vocês perceberão que as coisas ocorrem muito rapido, acredite o mundo de 20 anos pra cá tem tido farias revoluções como o avanço da tecnologia, da ciencia, da ecologia, a degradação social, entre outros. Nesta semana vimos vários absurdos como a morte de 7 torcedores do Bahia no Estadio da Fonte Nova, que será demolido. O caso do Governo Lula que tem vários indicios de corrupção e nada acontece contra seu governo. A morte de vários policiais que são pegos em emboscadas no Rio de Janeiro; A banalidade contra a vida sta num estagio absurdo, ninguem merece.
As coisas tem tido uma rapidez voraz, vejam por exemplo a clonagem, já estão fazendo experimentos com animais para que seus orgão fiquem compativeis ao ser humano, hoje nenhum filho fica sem pai depois da descoberta do DNA, sendo comum os exames hoje comprovarem a paternidade, hoje temos tv de plasma, computadores de mão abaixo dos R$ 1800,00, jogos que simulam a vida e nos faz pensa. Mas tambem existe o lado mal da coisa, terroristas utilizam microoranismos para fazer uma guerra biologica, hoje os bandidos tem tecnologia de ponta em armamentos e muito dinheiro para abastecer a coruupção na policia e em orgão publicos.
Mas isso só ocorre porque todos nós temos acesso as informações atraves do radio, da tv, internet, celulares, jornais, conversas, em resumo, ate nisso a tecnologia age, e ai as coisas vão acontecendo rapido demais.

Julio Cesar dos Santos é coordenador da Casa do Empreendedor da Prefeitura de Carapicuiba, Diretor Coordenador do Instituto Teotonio Villela de Carapicuiba, é membro do PSDB de Carapicuiba, foi Conselheiro Politico Nacional da JPSDB/SP.


terça-feira, 27 de novembro de 2007

Bruno Covas é eleito presidente nacional da Juventude PSDB


21 de Novembro de 2007
Deputado quer que lideranças mantenham a coerência e os ideais do partido
O deputado estadual Bruno Covas foi eleito presidente nacional da Juventude PSDB nesta quarta-feira, dia 21, durante o 3º Congresso e a 9ª Convenção do partido, realizados em nível nacional, na cidade de Brasília.
Eleito por uma chapa de consenso (batizada com o nome de Julio Redecker, deputado federal do Rio Grande do Sul morto este ano no acidente da TAM), Bruno terá como vice Leonardo de Souza, de Goiás. E Geovani Pereira, do PSDB de Minas Gerais, ocupará o cargo de secretário geral.
Estavam presentes o presidente nacional do partido, senador Tasso Jereissati; os deputados paulistas José Aníbal, Lobbe Neto e Duarte Nogueira, a senadora Marisa Serrano, do Mato Grosso do Sul; Marconi Perillo, ex-governador de Goiás; e os senadores Flexa Ribeiro, do Pará; e Sérgio Guerra, de Pernambuco, além de outras lideranças do partido.
No discurso, cobranças ao partido
Durante o discurso feito logo após o resultado da eleição, Bruno revelou quais serão os próximos projetos da Juventude PSDB. E foi além. Disse que espera do partido a realização de uma discussão interna que faça jus à frase do Hino Nacional, que diz ..."verás que um filho teu não foge à luta..." .
O deputado recomendou uma postura mais firme das lideranças para que mantenham a coerência com os ideais do partido e o posicionamento adotado pelo PSDB. E ao lembrar o cenário político atual, Bruno pediu ainda que a bancada do partido no Senado vote pela cassação de Renan Calheiros, apoiando o movimento Fora Renan. Bruno ressaltou que a Juventude PSDB não vai admitir senador tucano votando contra a cassação.
Em sua fala, o deputado destacou a importância de se destinar parte dos recursos do Instituto Teotônio Vilela (ITV) à juventude tucana, para cursos de formação política. Para ele, o jovem bem informado fará a defesa dos princípios democráticos que norteiam o partido.
Outra bandeira defendida em seu discurso é sobre o trabalho a ser desenvolvido para contar com candidatos jovens à eleição para prefeito e vice, em 2008, e para deputados em 2010.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

TSE impõe fidelidade partidária a senadores, governadores, prefeitos e presidente

16/10/2007 - 21h35
RENATA GIRALDIda Folha Online, em Brasília
Por unanimidade, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu estender a fidelidade partidária para os ocupantes de cargos majoritários --presidente da República, governadores, senadores e prefeitos. Seis ministros do TSE seguiram o voto do relator, Carlos Ayres Britto, que recomendou a retirada do mandato de quem trocar de legenda após ser eleito por outro partido.
"A soberania do voto popular é exercida para sufragar candidatos partidários, não avulsos", disse o relator. "Não se pode negar o óbvio: neste tipo de competição homem a homem, candidato a candidato, o prestígio individual tende a suplantar o partidário."
Ayres Britto entende que o mandato pertence ao partido e não ao político eleito. Votaram com ele os ministros José Delgado, Ari Pargendler, Caputo Bastos, Gerardo Grossi e Cezar Peluso, além do presidente do tribunal Marco Aurélio Mello.
Mello já havia dito que era favorável à aplicação da regra da fidelidade partidária para todos os políticos --sejam eles eleitos pelo sistema proporcional ou majoritário.
No começo do mês, STF validou uma decisão do TSE e reconheceu a aplicação da fidelidade partidária para os eleitos pelo sistema proporcional --deputados estaduais, federais e vereadores.
O STF entendeu que a regra é válida desde 27 de março --data de julgamento do TSE, que impôs a fidelidade partidária. No entanto, ressaltou que os parlamentares terão amplo direito de defesa para argumentarem os motivos que os levaram a mudar de legenda.
Aplicação
Semelhante ao que foi definido para deputados e vereadores, a determinação do TSE terá apenas caráter administrativo e indica o entendimento do tribunal sobre a fidelidade partidária. Esse entendimento, contudo, não será aplicada imediatamente a nenhum caso concreto.
Para os majoritários, a data de aplicação deverá ser fixada pelo STF. O julgamento de hoje não fez referência a isso.
Questionamentos
Os ministros do TSE responderam a uma consulta do deputado Nilson Mourão (PT-AC) que perguntou se "os partidos e coligações têm o direito de preservar a vaga obtida pelo sistema eleitoral majoritário, quando houver pedido de cancelamento de filiação ou de transferência do candidato eleito por um partido para outra legenda".
A expectativa é que o TSE aprove na próxima semana resolução disciplinando a tramitação desses processos. Como o definido pelo STF, os políticos terão amplo direito de defesa. Para argumentar a mudança de legenda, os "infiéis" poderão justificar perseguição política e descumprimento do partido de seu programa.
Para o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, a aplicação da regra da fidelidade partidária deve valer para todos os políticos ---sejam eleitos pelo sistema proporcional ou majoritário.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Legislativo, veja o que ocorre



Este é um caminho a ser trilhado muito diferente das outras esferas do governo
São 14h e 30min em Londres. O Big Ben acaba de soar a badalada dos 30 minutos. De uma sala localizada numa extremidade do Westminster Palace sai pelos corredores uma estranha procissão. Ao passar pelos policiais, estes retiram o chapéu e gritam “Tirem os chapéus, estranhos".
O "mundo do legislativo" é diferente das demais esferas de governo
À frente dela o "sargent of arms", devidamente fardado, nas mãos a maça de prata, símbolo de autoridade. Atrás dele o "speaker", figura igualmente curiosa, vestindo uma capa negra, na cabeça uma cabeleira de cachos dourados (wig), embaixo do braço o chapéu negro (capellum).
A seguir, em seqüência, numa fila dupla, homens e mulheres, de um lado os ministros do governo, encabeçados pelo Primeiro Ministro, e de outro os MP (Members of Parliament) da oposição, à frente dos quais vão os componentes do Gabinete das Sombras ("Shaddow Cabinet").
Enquanto o "sargent of arms" informa, numa cantilena que se repete, a procissão vai ganhando novas adesões até chegar às portas do salão onde se reúne o Parlamento. Lá chegando, a procissão estanca e ele dá três batidas na porta com a maça e pronuncia a frase...
Abre-se a porta em par, os membros entram e ocupam lugares em bancos, dispostos ao cumprido, paralelamente às paredes laterais, e o "speaker" dirige-se para o espaço que lhe é reservado, junto à parede dos fundos do salão, de frente para a porta.
Não há mesas individuais para os MPs, nem um suporte para apoiar-se e escrever. Mais estranho ainda. Se todos comparecerem ao mesmo tempo, não haverá lugar para todos sentarem. Muitos terão que ficar em pé. Este ritual repete-se a cada sessão do Parlamento.
Não é novidade que esta é uma situação "sui generis". Afinal, a Inglaterra venera suas tradições, constrói em torno delas toda uma dramatização e ritualiza-a em procedimentos.
Na imensa maioria dos parlamentos, os procedimentos são bem mais simplificados e "normais", assemelhando-se às reuniões que se fazem nos governos. Entretanto, o "mundo do legislativo" é diferente das demais esferas de governo, muito diferente... Quem é legislador já sabe. Quem, nesta eleição, conquistou um mandato legislativo, logo ficará sabendo.
Tudo no Legislativo precisa ser pensado a partir da sua peculiar constituição. Ele é um órgão plural e igualitário.
Tudo que caracteriza a ação do legislativo, decorre desta condição:
- Suas hierarquias formais são funcionais e não políticas. Jamais poderão subordinar ou obliterar os poderes inerentes ao mandato que uma parcela da população outorgou ao representante que elegeu; - Diferenças pessoais entre os legisladores, seja de instrução, recursos, antiguidade, prestígio, votação, não alteram a igualdade absoluta dos mandatos; - O representante, individualmente considerado, é politicamente fraco frente aos membros do executivo. A "Casa", contudo, é tão ou mais poderosa do que o executivo; - O legislador encontra sua força política na sua associação com outros legisladores. Este é um poder que foi concebido como coletivo. Nele a individualidade é livre para se manifestar, mas pouco eficiente como poder;
O legislador encontra sua força política na sua associação com outros legisladores
- Por estas condições o trabalho legislativo é muito mais difícil, complexo e demorado do que a ação do executivo; - Por elas também, o estilo do trabalho parlamentar tem a marca da negociação, dos acordos, dos compromissos, das infindáveis conversas e reuniões, da busca constante da maioria mediante transigências mútuas e concessões; - Destas mesmas condições provém a imagem negativa junto à opinião pública que, desinformada, vê nesta cultura de acordos, negociações e compromissos, sinais de falta de espírito publico, de falta de princípios, quando não de corrupção;
- Delas também provém o maior desafio político do parlamentar: "Como se destacar entre dezenas de colegas, como deixar sua marca; como fazer diferença; como ser percebido como um parlamentar eficiente ao fim de seu mandato?"; - Esta condição é também responsável por outros desafios, não menos importantes para o sucesso de uma carreira política:
Deve especializar-se em alguma área ou deve cultivar uma postura eclética, atuando em todas as áreas?
Deve tornar-se um líder parlamentar, um legislador que sabe fazer a complexa máquina funcionar, que adquire os talentos e a autoridade para levá-la a decisões, e a quem os demais membros recorrem para conselho e orientação, ou deve preocupar-se em ser um líder político junto à opinião pública?
Como manter sua independência e ao mesmo tempo a sua fidelidade ao partido e ao governo?
Como deve votar quando suas convicções apontam numa direção e a opinião dos seus eleitores aponta noutra?
Qual o limite de transigência que pode ter com o bloco do governo, se estiver na oposição?
Deve procurar "pular" para o executivo, assim que a oportunidade se oferecer, ou deve cumprir seu mandato legislativo até o final?
Deve concentrar o melhor de si mesmo no trabalho pouco visível das comissões da Casa, ou nos debates de Plenário e nos discursos?
Estas são algumas das difíceis e complexas decisões que o legislador precisa tomar, no exercício de seu mandato. Nenhuma delas atormenta o funcionário do executivo.
É por todas estas razões, também, que o Mundo do Legislativo é tão diferente, tão incompreendido e muitas vezes tratado com tanta injustiça pela opinião pública e comentaristas.

Nota Fiscal Paulista





Agora em São Paulo é assim: até 30% do ICMS recolhido pelo estabelecimento comercial será devolvido ao consumidor. Isso vai reduzir, de fato, a carga tributária individual dos cidadãos. O Governo do Estado de São Paulo instituiu a lei que cria o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal e vai implantar o projeto da Nota Fiscal Paulista a partir de 1° de outubro 2007. O projeto da Nota Fiscal Paulista vai devolver dinheiro para os consumidores. Ele será um incentivo para que os cidadãos que adquirem mercadorias exijam do estabelecimento comercial o documento fiscal. Os consumidores identificados pelo CPF ou CNPJ no momento da compra, vão receber créditos e ainda vão se habilitar a concorrer a prêmios. O objetivo é incentivar nos cidadãos o hábito de exigir a nota ou o cupom fiscal.

Em cada compra, o consumidor solicita sua Nota Fiscal/Cupom Fiscal ou Nota Fiscal on-line e informa seu CPF/CNPJ.
O vendedor registra o CPF/CNPJ do comprador. Ele emite o Cupom Fiscal, a Nota Fiscal tradicional ou gera, no site, a Nota on-line.
Após o recolhimento do ICMS pelo estabelecimento, a Secretaria da Fazenda creditará ao consumidor a parcela do imposto a que ele tem direito, proporcional ao valor da compra.
O crédito poderá, dentro de cinco anos, ser utilizado para reduzir o valor do débito do IPVA, transferido para a conta corrente, poupança, creditado em cartão de crédito, transferido para outra pessoa ou devolvido em prêmios.

O Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do Estado de São Paulo será implementado, em razão da atividade econômica preponderante, do regime de apuração do imposto ou do porte econômico do fornecedor, conforme cronograma parcial abaixo:
Cronograma de Implementação do Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal
Mês/Ano
Código de Nacional de Atividade Econômica - CNAE
Out. 2007
5611_2/01 - Restaurantes e similares
Nov. 2007
4721_1/01 - Padaria e confeitaria com predominância de produção própria
4721_1/02 - Padaria e confeitaria com predominância de revenda
5611_2/02 - Bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas
5611_2/03 - Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares
5612_1/00 - Serviços ambulantes de alimentação
5620_1/01 - Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas
5620_1/02 - Serviços de alimentação para eventos e recepções - bufe
5620_1/03 - Cantinas - serviços de alimentação privativos
5620_1/04 - Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar


Maiores informações no site http://www.nfp.fazenda.sp.gov.br/

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

MUDSLINGING

Nos EUA, a expressão usada para descrever uma campanha de ataques pessoais é "mudslinging", isto é, atirar lama no adversário
Em primeiro lugar foi a primeira vez que um candidato gay, no caso uma candidata lésbica, abertamente concorreu para o Congresso, e, em segundo lugar, porque a disputa entre duas mulheres (sua adversária era Jo Musser) constitui-se numa das campanhas mais negativas, o que não é o mais comum, em se tratando de mulheres. Mulheres, ao contrário de homens, tendem a fazer campanhas positivas, e relutam mais que eles, para ingressar em campanhas negativas.
A questão da orientação sexual de Tammy Baldwin foi explorada na fase inicial da campanha
A questão da orientação sexual de Tammy Baldwin foi explorada na fase inicial da campanha, mas não por sua adversária. A mídia referia-se habitualmente a ela como "Tammy Baldwin, a primeira deputada estadual lésbica de Wisconsin", e, um líder negro do partido republicano, que adquiriu uma breve mas expressiva exposição na mídia nacional, e o apoio de setores conservadores da sociedade, atacou-a como uma "lésbica de esquerda". Estes ataques provocaram uma mobilização da comunidade gay de Wisconsin, e o interesse e apoio de organizações gay de todo o país, inclusive com apoio financeiro.
A opositora Jo Musser, que defendia os direitos das minorias gays, recusou-se a tratar do tema em sua campanha. Começada a campanha, Baldwin teve sucesso em "definir sua adversária para os eleitores". O foco da campanha foi a questão dos programas de saúde. Baldwin conseguiu fixar em sua adversária a imagem de defensora dos interesses das empresas de seguro saúde, denunciando que os maiores contribuintes da campanha de Musser eram aquelas empresas.
Jo Musser contra atacou com vários comerciais negativos, sendo um deles o comercial "lama", que explorou um filão que, em várias oportunidades, já havia sido aproveitado por outros candidatos. Nos EUA, a expressão usada para descrever uma campanha de ataques pessoais é "mudslinging", isto é, atirar lama. Os comerciais que exploram este tema reproduzem literalmente o ato de jogar lama seja na foto do candidato, seja em pessoas comuns.
A peça é, obviamente, muito agressiva e chama a atenção pelo inusitado e pela surpresa que causa no espectador. É um comercial "mal educado", grosseiro, mas o fato é que consegue ser retido na memória, e passa com clareza a idéia que pretende comunicar.
O Comercial
Este é um comercial de 30 segundos que foi produzido por David Welch e Associados para a campanha de Jo Musser. Comercial abre com um apresentador que diz: "Voltaremos logo após esta mensagem comercial".
Nos EUA, a expressão usada para descrever uma campanha de ataques pessoais é "mudslinging", isto é, atirar lama
Sobrevém outra voz que substitui a imagem do apresentador: "Ih! É outro comercial de Baldwin. Baldwin acredita que, se jogar bastante lama, nós não seremos capazes de ver o trabalho de Jo Musser, seu verdadeiro desempenho".
Enquanto isso aparece um casal de idade sentado em frente a um aparelho de TV com lama pelo rosto e pelo corpo. "A verdade? Como comissária de seguros, Jo Musser protegeu-nos da perda de nossos planos de saúde. Ela multou companhias de seguro por tirarem vantagens dos mais velhos."
Aparecem na tela pessoas idosas de sexo diferente, com o "lettering" em baixo: "Protegeu os idosos das companhias de seguro".
Volta a cena o casal, agora com mais lama no corpo e o locutor em off: "Jo Musser conseguiu cobrar milhões em ações contra companhias que se recusavam a pagar os benefícios dos idosos. Se Tammy Baldwin tivesse um retrospecto como o de Jô Musser para mostrar, ela não precisaria esconder o seu na lama".
O apresentador retorna e conclui: "E quando voltarmos, Tammy Baldwin vai continuar sua campanha de baixo nível".

O pouso no escuro: ignorar o que o povo pensa

Melhor do que decidir o que dizer é saber o que o eleitor quer ouvir
Em torno de 90% dos casos, as campanhas estão muito mais preocupadas em decidir o que vão dizer aos eleitores (e como vão dizer), do que em saber o que eles estão interessados em ouvir. O mesmo vale para a eleição. Esta, quando despojada de seus elementos acessórios e circunstanciais, se resume a:
O candidato precisa comunicar sua mensagem aos eleitores alvo
Transmitir a mensagem certa aos eleitores potenciais
Não há muito mais que você possa fazer na campanha eleitoral. O que lhe compete fazer é persuadir o eleitor que a sua candidatura, os seus projetos, e a sua liderança, é o que ele está precisando naquela eleição. Você só conseguirá o voto dele convencendo-o, persuadindo-o disso. Não há outra forma.
Logo, transmitir a mensagem certa significa comunicar aquela que vai ao encontro do que o eleitor mais deseja e espera do resultado daquela eleição. Em outras palavras, você, ao assim agir, estará falando aquilo que eles entendem e que estão interessados em ouvir.
Resta dirigir esta mensagem aos eleitores alvo, isto é, aqueles que já decidiram votar em você (os certos), e os que poderão vir a votar em você (os potenciais), e que formam um bloco de eleitores que é quantitativamente suficiente para elegê-lo. Há, contudo, umas regras que precisam ser obedecidas, para que este objetivo se realize.
Na realidade, todas podem ser resumidas numa só: Você precisa saber antes, com o máximo de detalhe e precisão, o que o eleitor espera, deseja, prioriza, para aquela eleição.
Sem essa informação, recolhida com o máximo de precisão, você se encontra naquela situação referida no título desta coluna: tentando aterrissar seu avião à noite, numa pista sem iluminação. Em outras palavras, você não tem como saber se estará aterrissando na pista ou fora dela!
Para que o objetivo de "pousar bem o avião" seja atendido, é necessário atender alguns pré-requisitos:
Adquirir conhecimentos confiáveis sobre o eleitor, como se informa, suas prioridades, circunstâncias de vida e tendências políticas;
Segmentar o eleitorado em blocos homogêneos de eleitores em função de variáveis politicamente relevantes, com suas respectivas e diferenciadas prioridades
Definir as formas de comunicação: de alta e de baixa intensidade, em função do tamanho do eleitorado, do tempo disponível e do perfil dos segmentos
Formatar a mensagem de forma a ser entendida, retida na memória, identificada com a candidatura, e aprovada pelo eleitor, na comparação com as outras;
Ajustar a imagem do candidato à mensagem e à expectativa do eleitor.
O eleitor real e o abstrato: Para quem fazer campanha?
A comunicação política, no período eleitoral, deve levar em conta a especial situação do eleitor real
Estes procedimentos prévios, e outros mais, são necessários porque comunicação política, no período eleitoral, deve levar em conta a especial situação do eleitor real. Este eleitor, ao contrário dos modelos utópicos de cidadania, é um indivíduo com baixo envolvimento político, baixo conhecimento, interesse, e informação.
Resumidamente, trata-se de um cidadão comum, mais interessado e envolvido com as circunstâncias que cercam a sua existência, do que com as grandes questões da política. Ele é:
Eleitor de baixa informação sobre política;
Eleitor com baixa disposição para buscar informação;
Eleitor com tempo reduzido para se informar sobre política;
Eleitor que, em conseqüência, tem pouco interesse nos assuntos políticos;
Eleitor que não costuma integrar associações políticas, como partidos;
Eleitor que, excluída sua participação na eleição, em razão do voto obrigatório, tem muito baixa participação política;
Eleitor que, como decorrência, carece de um quadro conceitual lógico e sistemático, com o qual interpretar os fatos políticos, e organizar as informações a que tem acesso;
Eleitor que, durante as campanhas eleitorais fica sujeito a um "bombardeio" de informações, sobre fatos, números, propostas, declarações, pesquisas, etc;
Eleitor sujeito a "pressões cruzadas" de pessoas que lhe são próximas, que competem pelo seu voto.
Este é o eleitor real, o que vota no dia das eleições. Mas não é para esse eleitor que a imensa maioria dos candidatos dirige a sua mensagem. Não é para eles que a campanha costuma ser concebida e produzida. O ato caracterizado de "pousar no escuro" significa, que o candidato vocacionado para a derrota, ignora este eleitor, o subestima, pressupõe que sabe o que ele quer, o que ele sente, e dispensa esforços metódicos e sistemáticos para conhecê-lo.
Pousar no escuro significa que candidato decide ignorar os desejos do eleitor real
Nestes casos, é para um cidadão abstrato e basicamente indiferenciado, que a sua comunicação será produzida e realizada. O resultado não pode ser outro: o choque de percepções que derrota o candidato que assim procede.
É um diálogo de cegos: o eleitor busca infrutíferamente um candidato que autênticamente se identifique com seus sentimentos e necessidades, enquanto que o candidato dirige-se a um eleitor abstrato, genérico e indiferenciado.
Pousar no escuro é ignorar o eleitor real, aquele cujas características políticas listamos acima. Você não tem o poder de mudar aqueles parâmetros, logo, deve levá-los em conta para conseguir fazer com que sua mensagem chegue a ele e seja por ele compreendida.
Desnecessário dizer que isso torna a campanha muito mais difícil de equacionar politicamente. Demanda pesquisa, análise, debate, testes, muita criatividade, muita sensibilidade e, pré-requisito de tudo isso, muita humildade.
A maioria dos candidatos não se dispõe a esse trabalho. Prefere produzir uma mensagem genérica, para depois ajusta-la às diferentes situações que a campanha apresente.
Saiba, pois que, se você decidir trabalhar mais, e "fazer o pouso por instrumentos" muito provavelmente "aterrissará na pista", porque seus adversários provavelmente estarão praticando "o pouso no escuro".