segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tucanos largam com vantagem na disputa pelo governo de SP

Eleições2010 - 21/12/2009
Se a eleição fosse agora, tanto Alckmin quanto Serra poderiam vencer no 1º turnoEm todos os cenários apresentados pelo Datafolha em pesquisa feita entre os dias 14 e 18 de dezembro no estado de São Paulo, para verificar a intenção de voto da população para as eleições de governador em 2010, o diagnóstico é o mesmo: o PSDB, com Alckmin ou Serra, abre o período eleitoral com larga vantagem sobre seus adversários.
O levantamento, que ouviu 2050 paulistas, mostra que aproximadamente metade dos entrevistados opta pelos tucanos José Serra ou Geraldo Alckmin nas situações em que seus nomes são apresentados como prováveis candidatos do PSDB à eleição de governador.
No primeiro cenário, que traz Ciro Gomes (PSB) como possível candidato de oposição, Alckmin obtém 50% das intenções de voto contra 14% do peessebista. Paulo Maluf (PP) vem em seguida com 10%, Soninha, do PPS, aparece com 7% e Ivan Valente (PSOL) fica com 2%. Nessa hipótese, 12% votariam em branco ou anulariam o voto e 5% não souberam opinar. Substituindo-se Maluf por Russomano, pelo PP, a situação não se altera.
Alckmin fica com 51%, Ciro aparece com 16%, Soninha tem 8% e Ivan Valente 2%. A única mudança é a queda na intenção de voto do PP – Russomano fica com 6%. Ao se descartar Ciro Gomes, incluindo-se Marta Suplicy pelo PT e Paulo Skaf, pelo PSB, Alckmin mantém 50% de intenção de voto. A ex-prefeita chega a 14% e Paulo Maluf fica com 8%. Soninha obtém 7%, Ivan Valente 2% e Skaf 1%. A taxa de “sem candidato” praticamente não se altera (17%, somando-se brancos, nulos e os que não sabem em quem votar). Quando se apresenta Antonio Palocci como possível candidato petista, o ex-governador Geraldo Alckmin vai a 54% das intenções de voto. Maluf e Soninha empatam com 10% e 9%, respectivamente. Palocci fica com 4%, Ivan Valente com 2% e Skaf novamente com 1%. A taxa dos que dizem votar em branco ou anular o voto, neste cenário, chega a 14% e a dos que não sabem em quem votar totaliza 6%. Se o atual governador José Serra (PSDB) decidisse candidatar-se à reeleição, apesar de liderar com folga os cenários que trazem o seu nome, seu desempenho não é tão positivo quanto o de Alckmin, na situação em que Marta Suplicy é a candidata do PT. Nesse caso, Serra consegue 44% de apoio contra 19% da petista e 10% de Paulo Maluf. Ivan Valente fica com 3% e Paulo Skaf com 2%. Votariam em branco ou anulariam o voto 16% e 6% não souberam opinar. Na outra hipótese em que se estimula o nome de Serra, sem Marta e sem Maluf no páreo, o tucano chega a 55% das intenções de voto, mas a taxa dos que votariam em branco ou anulariam o voto vai a 23%.
Tanto Alckmin quanto Serra destacam-se mais entre os moradores das cidades do interior do estado. Já Marta tem melhor desempenho entre os que residem na capital. O ex-governador também tem índices superiores à média entre os jovens, enquanto Ciro Gomes vai bem entre os que têm de 45 a 59 anos. Na intenção de voto espontânea, sem a apresentação do cartão com os nomes dos candidatos, a grande maioria dos paulistas (67%) não soube dizer em quem vai votar. Apesar das baixas taxas de lembrança, os nomes mais citados são os de Geraldo Alckmin (7%), José Serra (6%), Marta Suplicy (2%) e Gilberto Kassab (DEM - 2%). Paulo Maluf e Ciro Gomes têm 1% cada. Sobre a influência do atual governador José Serra na corrida estadual, 18% da população de São Paulo diz que o apoio do tucano a um dos candidatos poderia levar o entrevistado a escolhê-lo. A maior parte (39%), no entanto, diz que isso talvez fosse determinante e outros 27% afirmam que isso faria com que eles rejeitassem o tal candidato. Intenção de voto para senador de São Paulo Mercadante se destaca entre candidatos ao senado; Se eleição fosse agora, segunda vaga teria disputa apertadaEntre os moradores do estado de São Paulo, Aloísio Mercadante (PT) tem 32% das intenções de voto para o Senado. Dos nomes apresentados pelo Datafolha para que os paulistas escolhessem dois representantes ao cargo, Mercadante é o que mais se destaca. A taxa dos que pretendem votar em branco ou anular o voto para pelo menos uma das vagas é de 24% e 14% disseram não saber em quem votar.
Quatro outros candidatos alcançam taxas próximas de intenção de voto: Romeu Tuma (PTB) que fica com 27%, Orestes Quércia (PMDB), que obtém 24%, Soninha (PPS) com 22% e Netinho de Paula (PC do B), também com 22%. Gabriel Chalita consegue 7% e Paulo Renato (PSDB) 6%. Mercadante tem 47% entre os simpatizantes do PT e 41% entre os que possuem nível superior de escolaridade.
São Paulo, 18 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PSDB articula lançamento de chapa Serra-Aécio à Presidência

Omar Freire/Divulgação
GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília

A decisão do governador Aécio Neves (PSDB-MG) de retirar a sua pré-candidatura à Presidência da República fez ganhar força dentro do PSDB a tese da chapa puro sangue nas eleições de 2010. A chapa seria encabeçada pelo governador José Serra (PSDB-SP) e teria Aécio na disputa pela vice-presidência.
Em Belo Horizonte, Aécio Neves anuncia desistência à pré-candidatura à Presidência
Em maio, a coluna Brasília Online, de Kennedy Alencar, informou que Aécio havia fechado acordo para ser vice de Serra. Na ocasião, os dois governadores negaram o acordo.
Interlocutores do partido afirmam que o episódio do mensalão do DEM no Distrito Federal enfraqueceu a possibilidade dos democratas indicarem o vice para a chapa de Serra, o que abre caminho para a candidatura Serra-Aécio.
O governador do DF, José Roberto Arruda (ex-DEM), era cotado para disputar a vice-presidência na chapa do PSDB. Depois do escândalo do mensalão, Arruda acabou desfiliado do partido --o que acendeu o sinal de alerta entre os tucanos. No DEM, parlamentares reconhecem que a chapa Serra-Aécio tem chances de sair vitoriosa nas urnas, por isso deveria ter o apoio da legenda.
"Se [Aécio] ele concordar em ser candidato a vice, pela minha opinião, meu partido deveria concordar com a candidatura de Aécio. É decisão que compete a ele. Na medida que decidir compor chapa com Serra, as chances da oposição seriam exponenciais", disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).
Desistência de Aécio reflete pressão sobre Serra, diz especialista Eliane Cantanhêde: Aécio passa a ser o centro das pressões nacionaisPedro Simon chama desistência de pré-candidatura de Aécio é ato de coragemAo desistir de pré-candidatura, Aécio critica eleição plebiscitária e plano do PT de dividir o país
Apesar de Aécio declarar oficialmente sua disposição de disputar o Senado em 2010, nos bastidores o tucano teria sinalizado que aceita discutir a criação da chapa puro sangue. Em caso de vitória, interlocutores do PSDB afirmam que o partido lhe daria em troca maiores poderes na vice-presidência da República, com o controle de parte do primeiro escalão do governo.
Integrantes do PSDB também afirmam que a presença de Aécio na chapa de Serra teria um caráter "agregador" dentro do partido, levando o carisma do governador de Minas à disputa presidencial.
"O gesto do governador Aécio revelou duas coisas: uma enorme capacidade de agregação e a percepção de como ele é querido no meio político. Ele reconheceu que há uma tendência nas urnas para o Serra, num espaço de uma chapa que abriga os dois", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
Articulação
O líder disse que a capacidade de articulação política do governo deve ser usada na campanha presidencial de Serra. "Ele pensou que estava na hora de dar liberdade ao partido. Mas ao mesmo tempo, ele tem poder de saída nas pesquisas, o que faz dele um parceiro privilegiado", afirmou Virgílio.
Na opinião do tucano, a chapa puro sangue "faria de Aécio o vice, e de Serra o novo presidente da República".
O líder, que conversou com o governador de Minas por telefone antes dele anunciar sua decisão, disse que Aécio não estava disposto a competir com Serra dentro do partido em prol da sua candidatura.
"Ele me disse uma frase importante: que só não vale a gente perder essa eleição. Por isso, disse que o seu gesto deixa o caminho livre para o Serra."
Apesar de lamentar a saída de Aécio, Agripino disse que o governador de Minas deve se engajar na campanha de Serra à Presidência. "Lamenta-se que tenha desistido? Evidente que sim. Mas temos certeza que a confluência entre ele e Serra, assim como entre os democratas e tucanos, vai fazer com que o escolhido tenha todas as chances de ganhar a eleição", afirmou.








Duas imagens que diferenciam
o Brasil dos EUA
Duas imagens recentes mostram como o Brasil e os Estados Unidos reverenciam o poder de formas diferentes.
Ou como o poder gosta de se apresentar para a população.
A primeira, dos EUA, foi publicada pelos jornais no último domingo (11.out.2009). Mostra o presidente norte-americano, Barack Obama, reunido com sua equipe.
É de autoria de Pete Souza, fotografo da Casa Branca, e pode ser baixada aqui.
Ou vista parcialmente abaixo:


A outra imagem é de 16.out.2009, no sertão de Pernambuco.
Mostra um tapete vermelho sendo estendido para a chegada do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
De autoria de Evelson de Freitas, a imagem está reproduzida parcialmente abaixo:

Qual é a diferença
entre essas duas imagens?

Na reunião do presidente dos EUA, várias pessoas - Obama inclusive -
usam canetas esferográficas ordinárias.
À mesa, garrafinhas de plástico com água.
Algumas pessoas têm à sua frente aqueles indefectíveis copos de papelão tampados. Há assessores com latinhas de refrigerantes, sem copo.
Em resumo, nada daqueles garçons com paletós brancos servindo cafezinho
e água em louça personalizada
como ocorre em toda a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.




Na segunda foto, a imagem é autoexplicativa.
A cena estapafúrdia parece ter saído de um livro de realismo fantástico escrito por Gabriel García Márquez.
Um tapete vermelho para o presidente naquele ambiente
chega a ser ofensivo.
Em resumo, a forma como o poder é tratado
e se apresenta
é um traço marcante do caráter
e do estado de espírito de um país.

TESTE DO SLOGAN! VC LEMBRA?? MUITO BOM!!

Preocupado com os níveis de Alzheimer ???
Será que vc tem boa memória ???


Clique no site abaixo.São 30 slogans de comerciais de produtos conhecidos!!!O número de acertos sai no fim.

http://www.terra.com.BR/istoedinheiro/quiz/publicidade/slogan/

Bom divertimento e Boa sorte!!!!

Não discuta com crianças!

Ah! Essas crianças...rsrsrsBom dia!!!Antonio Allegro



Havia na revista "Pais e Filhos", um espaço do famoso Pedro Bloch, com coisas engraçadas que as crianças diziam. 1 Uma menina estava conversando com a sua professora. A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque, apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena. A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia. Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível. A menina, então disse: - "Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas". A professora lhe perguntou: - "E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?" A menina respondeu: - "Então é a senhora que vai perguntar."

2 Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando. Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava. A menina respondeu: - "Estou desenhando Deus." A professora parou e disse: - "Mas ninguém sabe como é Deus." Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu: - "Saberão dentro de um minuto".

3 Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luís Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula. - "E como aconteceu isso?" Perguntou a mãe assustada. - "Não foi fácil", admitiu a pequena senhorita, ... mas três meninas me ajudaram a segurá-lo".

4 Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura. Olhou para sua mãe e lhe perguntou: - "Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?" A mãe respondeu: - "Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um de meus cabelos fica branco." A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse: - "Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?"

5 Um menino de três anos foi com seu pai ver uma ninhada de gatinhos que haviam acabado de nascer. De volta a casa, contou com excitação para sua mãe que havia gatinhos e gatinhas. - "Como você soube disso?" perguntou a mãe. - "Papai os levantou e olhou por baixo", respondeu o menino. "Acho que ali estava a etiqueta".

6 Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo. - "Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos digam ali está Catarina, é advogada, ou também 'Este é o Miguel. Agora é médico". Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala: - "E ali está a professora. Já morreu."

domingo, 15 de novembro de 2009

Após decisão do Judiciário, Câmara tem menor infidelidade desde a Constituinte



Troca-troca na legislatura atual é menos da metade das anteriores. No ano de 2009 foram realizadas 37 trocas de partido.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
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STF confirma perda de mandato por infidelidade partidária
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Após uma interferência do poder Judiciário, a infidelidade partidária caiu na Câmara dos Deputados ao menor nível desde a Constituinte. É o que revela levantamento feito pelo G1 em dados oficiais da Secretaria Geral da Mesa Diretora que informam as mudanças partidárias desde 1989. Na legislatura atual, que começou em fevereiro de 2007, 80 deputados mudaram de partido em 98 trocas registradas até o dia 12 de novembro, menos da metade dos que foram infiéis no período passado. O número de trocas é maior que o de deputados porque um mesmo parlamentar trocou de partido mais de uma vez. Como o prazo para a filiação partidária para quem vai disputar a próxima eleição já foi encerrado, a tendência é que novas trocas sejam raras até o final da legislatura, em janeiro de 2011.

LEGISLATURA ATUAL/TROCAS/DEPUTADOS
ANO
2007 / 60/47
2008 /1 / 1
2009 / 37/ 32


Quando se compara a legislatura atual com as anteriores observa-se como o movimento migratório foi reduzido. Após a Constituinte de 1988 o número de trocas sempre foi superior a 200, envolvendo mais de um terço dos 513 deputados. Em 1989 e 1990 os deputados que mudaram de legenda foram 195. Entre 1991 e 1995 este número foi de 200. Entre 1995 e 1999 as trocas alcançaram 172 parlamentares. De 1999 a 2003 foram 183 os deputados infiéis. Nos quatro primeiros anos do governo Lula foram 197 os deputados que trocaram de partido.

LEGISLATURAS DESDE A CONSTITUINTE



LEGISLATURA / TROCAS /DEPUTADOS
89-90 / 208 / 195
91-95 / 268 / 200
95-99 / 235 / 172
99-2003 / 290 / 183
2003-2007 / 351 /197
2007-2011 / 98 / 80

A contribuição do Judiciário para reduzir o troca-troca partidário começou em março de 2007 com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidindo que o mandato é do partido e não do eleito. Desta forma abriu-se a possibilidade de cassação de quem trocar de legenda. O Supremo Tribunal Federal (STF) referendou a decisão em outubro do mesmo ano.


Foto: Nelson Jr./SCO/STF O ministro Marco Aurélio Mello durante sessão do STF desta quinta-feira. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )
Presidente do TSE na época da decisão, o ministro do Supremo Marco Aurélio Mello destaca que a intenção era de combater as mudanças por conveniência. “A legislação é a mesma que já havia. Claro que com esta postura interpretativa da Justiça Eleitoral e do Supremo houve uma inibição, o que não quer dizer que não se pode mudar porque tem casos em que pode, como os de perseguição política. Penso que todos os políticos estão mais atentos agora à impossibilidade de trocar apenas por conveniência”. O fato é que desde a decisão da Justiça, as trocas ficaram em “stand by” até outubro deste ano, quando o prazo de filiação para as próximas eleições motivou algumas trocas. Após a decisão final do Supremo, 36 deputados trocaram de partido, sendo que 31 mudaram a partir de 20 de agosto deste ano, já visando as eleições do próximo ano.
Pouca punição
O sucesso na inibição da troca contrasta com as punições sobre infidelidade. Até agora apenas um deputado foi cassado por ter trocado de partido. Walter Brito Neto (PRB-PB) ficou com uma vaga de suplente de deputado federal em 2006 quando disputou a eleição pelo DEM. Ele tomou posse em 2007 depois de ter trocado de partido e acabou cassado com base na decisão da justiça eleitoral.
Para o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), a cassação de Brito Neto foi o principal inibidor da migração de parlamentares. Ele cobra agora uma postura da justiça eleitoral em relação aos 31 parlamentares que trocaram de partido desde o dia 20 de agosto e podem ser alvos de novos processos devido aos prazos para a apresentação do pedido do mandato pelos partidos ou pelo Ministério Público Eleitoral. “Houve essa queda brutal porque tivemos um deputado cassado. Agora temos uma grande interrogação. Esses mais de 30 que trocaram agora precisam ser julgados. Não é que todos têm de ser cassados porque algumas trocas têm justificativa, mas é preciso que o TSE julgue e que o mesmo aconteça nos tribunais regionais”, disse Maia. Segundo dados do TSE, estão em tramitação processos de cassação por infidelidade contra 10 deputados federais. Outros 11 deputados já tiveram seus casos arquivados e apenas Brito Neto foi cassado. Os registros mostram ainda que 12 deputados acionaram o Tribunal para pedir autorização para trocar de partido. Destes, quatro conseguiram a autorização, um teve o pedido rejeitado e outros sete aguardam a decisão.

Foto: Elton Bomfim/ Agência Câmara
O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) (Foto: Elton Bomfim/ Agência Câmara)
Mudança engavetada
Como reação à decisão da justiça em 2007, alguns deputados tentaram, sem sucesso, mudar as regras do jogo. Um projeto de autoria de Flávio Dino (PC do B-MA) chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em julho de 2008 mas não chegou ao plenário da Câmara. O projeto criava uma “janela” onde seria permitida a troca de partidos. A infidelidade seria permitida apenas em uma janela de 30 dias antes do prazo de filiação partidária, que se encerra um ano antes do pleito. Para Dino, a janela aconteceu efetivamente agora com a mudança de partido dos 31 parlamentares. “O projeto está parado e não tem mais chance de ser votado nessa legislatura. A janela, na realidade, já foi feita na prática. Os fatos se encarregaram de mostrar na pratica que o projeto está correto. É inviável manter a fidelidade partidária rígida sem a lista fechada, onde o eleitor vota diretamente no partido”. Apesar de considerar a mudança improvável nesta legislatura, o deputado acredita que pode haver uma nova mobilização caso mais cassações sejam feitas pela justiça eleitoral. “Acho que existe essa possibilidade sim, mas mais adiante. Acho muito difícil viabilizar isso agora porque tem pouco tempo e o pré-sal e o Orçamento para votar este ano. Mas eu tenho uma certeza, ou se adota a lista fechada ou adiante essa tese da chamada janela vai ser aprovada. Eu acho que a decisão da Justiça melhorou muito o sistema. Eu não defendo a infidelidade ou o troca-troca indiscriminado como antes, mas um sistema que seja mais realista”, disse Dino.