Muitos erros políticos, de grandes e graves conseqüências, poderiam ser evitados com um pouco mais de paciência, atenção e serenidade. Dentre esses, estão os erros desnecessários. É óbvio que todo o erro deve ser evitado, e que não há erro necessário. Entretanto, erros se cometem, é humano e inevitável, mais ainda numa campanha.
O candidato pavio curto ao ser provocado pelo adversário, pode tornar-se numa "metralhadora descontrolada", atirando para vários lados ao mesmo tempo.
Há, pois, erros que decorrem de decisões estratégicas, nas quais, as desvantagens do erro são menores do que as vantagens possíveis do acerto. São situações em que o político se arrisca, ousa, e, eventualmente, paga o preço, ou recolhe os lucros da sua ousadia. Estes são erros "inevitáveis". Decorrem de uma decisão consciente de assumir um risco, com vistas a um benefício maior.
Existem outros erros, entretanto, que resultam da precipitação, do descuido, da inexperiência, e da própria incompetência. Estes erros podem e devem ser evitados. Eles não contêm aquele potencial de ganho que o erro, numa ação estratégica, possui.
Dentre estes últimos, ofender a pessoa errada é um dos mais comuns e de conseqüências mais danosas. Na atmosfera inquieta e nervosa da campanha, circulam muitas informações não confirmadas, transitam muitos boatos, e chegam-se a conclusões finais sobre pessoas, com muita precipitação.
Além disso, poucos políticos adquirem e internalizam a grande lição de que "você não deve odiar seu inimigo, porque o ódio turba e confunde a mente". O passionalismo, tão presente nas campanhas, é um dos mais freqüentes responsáveis por "erros evitáveis".
Sobretudo quando o foco é o inimigo ou adversário, ele costuma levar o candidato a adotar atitudes ou fazer declarações, cujo objetivo é ferir, ofender seu desafeto, muito mais do que promover a sua própria candidatura.
O candidato pavio curto é o caso típico. Ele, inteligentemente provocado pelo adversário, pode tornar-se numa "metralhadora descontrolada", atirando para vários lados ao mesmo tempo, e ferindo, tanto seus adversários, como pessoas que nada têm a ver com a briga.
Atacar a pessoa errada, ofender quem nada fez para merecer o agravo, é um erro muito grave e de desdobramentos muito maiores do que pode, a primeira vista, parecer. A pessoa atacada injustamente, torna-se ipso facto uma vítima, fazendo com que muitos outros com ela se identifiquem na condenação da injustiça que acaba de sofrer.
Além disso, quando se ofende/ataca a pessoa errada, cria-se um inimigo. O atacado recebe a ofensa como um ato gratuito, sem explicações que o justifiquem, e identifica no seu agressor uma pessoa que nutre por ele uma hostilidade pessoal. Ciente desta situação, ele vai fazer o possível para "devolver" o agravo ao seu agressor, procurar prejudicá-lo onde e quando puder, numa atitude em que contra-atacar é o seu ato de defesa. Se o indivíduo alvo do ataque mal endereçado pertencia às hostes do adversário, agora é inimigo; se ele não tinha uma posição definida no conflito eleitoral, passou a ter; se ele estava inativo politicamente, agora fica politicamente ativo.
Se o ataque for injusto e gratuito. O candidato passa a ser percebido como uma pessoa agressiva e descontrolada.
Do lado de quem teve a iniciativa de atacar, os danos são também significativos. O eleitor encara muito negativamente o candidato que comete uma injustiça contra outra pessoa. Mais ainda quando esta injustiça é gratuita. Ele passa a ser percebido como uma pessoa agressiva e descontrolada.
Quando a clareza do erro fica manifesta, dentro da campanha, o candidato enfrenta a dura decisão de:
Não falar mais no assunto, na esperança de que seja esquecido;
Reconhecer o erro e pedir publicamente desculpas;
Continuar atacando, para "justificar" o primeiro ataque, abastecido com novos elementos, pelo conflito que se instalou.
Em qualquer destas três hipóteses, o candidato nada ganha em seu proveito, em termos eleitorais. Nas três, ao contrário, ele perde.
Das três, a melhor, quando for possível, é reconhecer o erro e pedir desculpas à pessoa agravada. O eleitor prefere o candidato que é capaz de confessar que é humano, que erra, que se arrepende, e que não tem medo de se desculpar, do que o candidato arrogante que persiste no erro para não reconhecer seus erros.
O fundamental para evitar este erro é:
1. Não confie nas emoções, nos sentimentos, nas paixões, como motivo e guia para atacar alguém. Trabalhe com informações, assegure-se da confiabilidade delas, estude seus adversários, espione-os, saiba o que fazem e dizem, de forma a, quando necessário, atacar a pessoa certa;
2. Nunca julgue pelas aparências. Vá além das aparências em busca da realidade. Não transforme versões não confirmadas em verdades absolutas.
Nada substitui o bom senso, o equilíbrio, a objetividade, na fase anterior ao ataque, quando ele está sendo discutido. Se não se sentir absolutamente convencido da justiça de sua ação, da certeza de que é aquela pessoa que merece ser atacada, assim como da vantagem estratégica do ataque, então não "compre esta briga".
segunda-feira, 14 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Poucas campanhas tem poder econômico para bancar um programa completo de pesquisas
Campanhas ricas são poucas. Ocorrem nas capitais e maiores cidades do estado e são exclusivas dos principais partidos. Há também o caso do candidato que possui recursos pessoais que lhe permitem bancar uma campanha rica.
No Brasil, poucas centenas de campanhas têm condições, do ponto de vista financeiro, para poder bancar um programa completo ou “econômico” de pesquisas
No conjunto do país, porém, são algumas poucas centenas de campanhas que se qualificam como “ricas” ou “confortáveis”, do ponto de vista financeiro, para poder bancar um programa completo ou “econômico” de pesquisas. Na quase totalidade, dos mais que 6.000 municípios do país, os candidatos não têm acesso a estes dois tipos de programas de pesquisas.
O que fazer nestes casos?
1. Tente levantar recursos para fazer a pesquisa-diagnóstico
Há certos casos em que, se for feito um esforço extra para a captação de recursos, é possível fazer-se pelo menos uma pesquisa-diagnostico. Vale a pena tentar este esforço extra.
2. Lance mão dos recursos locais Talvez você consiga um apoiador seu com formação em pesquisa, um cientista político, sociólogo, que seja capaz de reunir uma equipe, treiná-la e assim encarregar-se de sua pesquisa. Nestes casos, você talvez tenha que pagar apenas o profissional que vai extrair a amostra, e que seu apoiador se não conhecer, terá meios de descobrir. Uma outra situação é aquela em que existe uma Universidade ou Faculdade, com curso de Ciências Sociais, numa cidade perto da sua. É possível que eles tenham uma equipe de pesquisa, ou um professor treinado em pesquisa, que poderá fazer uma pesquisa para você a preço muito mais barato daquele cobrado pelos institutos.
3. Quando nenhuma destas alternativas é viável
Na imensa maioria dos casos de eleições para o executivo municipal – cidades pequenas – nenhuma destas duas alternativas se revela viável.Nestas situações, o candidato terá que fazer sua campanha sem realizar pesquisas. Que fazer então?
Não esqueça nunca que o que se busca com a pesquisa é a informação confiável. Informação confiável, entretanto, não se limita apenas àquelas produzidas por pesquisas. Refere-se também a toda informação que circula na campanha, que é objeto de discussão nas reuniões, e que é julgada suficientemente importante para subsidiar decisões. Muitas vezes a campanha não dispõe de recursos e/ou tempo para realizar uma pesquisa antes de tomar uma decisão de grande importância para a candidatura. Isto não significa que se deve abandonar a busca pela informação confiável. Muito ao contrário. Nessas situações o esforço para confirmar as informações necessárias para subsidiar a decisão deve ser ainda maior.
Muitas vezes a campanha não dispõe de recursos e/ou tempo para realizar uma pesquisa antes de tomar uma decisão de grande importância para a candidatura
A pesquisa, profissionalmente executada oferece-lhe a informação mais confiável que você poderá obter. Se você não pode ter uma pesquisa, você deve procurar formas de obter a informação mais confiável que estiver a seu alcance. A busca da informação confiável, portanto, deve tornar-se um hábito e uma regra compartilhada por toda equipe- inclusive o candidato- e está ao alcance de qualquer campanha - pobre ou rica. Como proceder nestas situações?
• Adote uma postura de pesquisador, seja rigoroso e cauteloso com relação às informações que chegam até você. Adote critérios para aceitá-las como verdadeiras. Trata-se então, de adotar a postura de um “ceticismo operacional”. A menos que se trate de informação sobre um “fato” que, comprovadamente, ocorreu, busque confirmações. Mesmo tratando-se de fato ocorrido, é preciso conhecer as circunstâncias, antes de reagir a ele;
• Busque confirmações
Informações sobre adversários ou sobre eleitores, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis, exigem confirmação.
Informações confirmadas por pessoas independentes e qualificadas para julgá-las podem produzir a confiabilidade que você busca. Uma outra forma de confirmá-las envolve o uso da indução, como mecanismo lógico. A forma básica de induzir é: “ Se x, então y”.
Em outras palavras, se o indivíduo ou grupo de eleitores tem a opinião x sobre determinado assunto, então, logicamente, deverá ter a opinião y sobre outro assunto, que esteja fortemente relacionado com “x”. Por exemplo: se os eleitores de um determinado bairro estão muito revoltados, por causa das valas de escoamento de esgoto ao ar livre (Se x), quando perguntados sobre o que mais desejam para seu bairro, deverão responder saneamento básico (então y). Quanto mais confirmada for a informação, mais confiável ela será.
• Saiba identificar boatos
O boato possui uma forma de se apresentar que lhe é característica: ele aparece sempre sob a forma de uma notícia, sobre um fato importante, que recém aconteceu, está acontecendo, ou está por acontecer, cujas conseqüências são enormes, e que desperta alguma ansiedade em quem a recebe (este é o sentimento que faz com que o boato se difunda repidamente). Não esqueça nunca que o boato é notícia não confirmada . É, pois, no território da possibilidade, da plausibilidade que o boato nasce e se difunde. A campanha eleitoral é um período especialmente propício para o surgimento de boatos. Por isso é muito importante que você saiba identificar boatos, para diferenciá-los das notícias reais e para imunizar-se de seus efeitos. • Aplique o teste do “beneficiário”
Frente a informações não confirmadas ou de difícil confirmação, aplique o teste do beneficiário. Em política, fatos ou informações sobre fatos (ocorridos ou por ocorrer)que não se revelam como auto-explicáveis devem sempre ser analisados pela ótica dos seus resultados e não da intenção. Há uma pergunta básica - de origem latina - que deve sempre ser feita. A fórmula latina é “Cui prodest”, isto é “A quem beneficia”. Diante de informações não confirmadas, pergunte-se sempre: a quem elas beneficiam. Em mais de 90% destes casos a identificação do beneficiado vai esclarecer as razões do fato.
Mesmo com poucos recursos, o candidato tem que saber combinar confiabilidade e tempo
Não se perca na procura sempre inconclusiva sobre as intenções. A você interessa as conseqüências reais do ato, ou da informação, que podem beneficiá-lo ou beneficiar a outros. É com esta realidade que você deverá lidar, porque ela é objetiva, existe e produz efeitos. Muitas vezes, você pode ser beneficiado por ações de pessoas que não tinham esta intenção. Nestes casos, para você, as conseqüências reais são idênticas às que seriam produzidas, se as pessoas agissem na intenção de ajudá-lo.
• Não aceite opiniões quando existem dados
Eduque sua equipe para trabalhar com dados. Em muitas ocasiões trabalha-se com opiniões e palpites em matérias em relação às quais existem dados precisos disponíveis (por exemplo, dados do censo, pesquisas já publicadas), ou de fácil produção. Por preguiça ou desleixo, muitas vezes deixa-se de buscar os dados existentes, ou produzí-los, em troca de opiniões do tipo “aproximadamente...”, “eu acho que...”, “é mais ou menos....”. Não aceite nunca este tipo de informação imprecisa, produto da preguiça, quando existirem dados precisos e disponíveis sobre a matéria. Quando a informação existe e está disponível não há desculpa para não possuí-la.
• Adote procedimentos de controle sobre estas informações como, múltipla checagem; avaliação da sua coerência com outras informações confirmadas e relativas ao mesmo assunto; conversa com analistas e comentaristas políticos; consistência com resultados de outras pesquisas, (realizadas pela campanha ou por rádios, jornais, TV , instituições); e, sobretudo, a interpretação do seu significado e da sua lógica, em função do conhecimento que se possui sobre o assunto. Estes são alguns dos procedimentos que podem reduzir significativamente a margem de incerteza.
O candidato tem que saber combinar confiabilidade e tempo. De nada adianta buscar uma confiabilidade que demore tanto tempo para ser obtida que faça com que se perca o momento de usá-la. Há decisões que, por sua importância e premência de tempo, precisam ser tomadas com poucas informações confiáveis ou com informações contraditórias. O candidato, nestes casos, não deve hesitar. É melhor decidir com base em informações razoavelmente seguras, ou até precárias, para não perder o momento e as oportunidades.
Ele deve tomar as decisões necessárias, fazendo uso do seu melhor julgamento, e correndo os inevitáveis riscos. É aconselhável porém que prepare, por antecipação, uma alternativa de correção, para o caso de erro.
No Brasil, poucas centenas de campanhas têm condições, do ponto de vista financeiro, para poder bancar um programa completo ou “econômico” de pesquisas
No conjunto do país, porém, são algumas poucas centenas de campanhas que se qualificam como “ricas” ou “confortáveis”, do ponto de vista financeiro, para poder bancar um programa completo ou “econômico” de pesquisas. Na quase totalidade, dos mais que 6.000 municípios do país, os candidatos não têm acesso a estes dois tipos de programas de pesquisas.
O que fazer nestes casos?
1. Tente levantar recursos para fazer a pesquisa-diagnóstico
Há certos casos em que, se for feito um esforço extra para a captação de recursos, é possível fazer-se pelo menos uma pesquisa-diagnostico. Vale a pena tentar este esforço extra.
2. Lance mão dos recursos locais Talvez você consiga um apoiador seu com formação em pesquisa, um cientista político, sociólogo, que seja capaz de reunir uma equipe, treiná-la e assim encarregar-se de sua pesquisa. Nestes casos, você talvez tenha que pagar apenas o profissional que vai extrair a amostra, e que seu apoiador se não conhecer, terá meios de descobrir. Uma outra situação é aquela em que existe uma Universidade ou Faculdade, com curso de Ciências Sociais, numa cidade perto da sua. É possível que eles tenham uma equipe de pesquisa, ou um professor treinado em pesquisa, que poderá fazer uma pesquisa para você a preço muito mais barato daquele cobrado pelos institutos.
3. Quando nenhuma destas alternativas é viável
Na imensa maioria dos casos de eleições para o executivo municipal – cidades pequenas – nenhuma destas duas alternativas se revela viável.Nestas situações, o candidato terá que fazer sua campanha sem realizar pesquisas. Que fazer então?
Não esqueça nunca que o que se busca com a pesquisa é a informação confiável. Informação confiável, entretanto, não se limita apenas àquelas produzidas por pesquisas. Refere-se também a toda informação que circula na campanha, que é objeto de discussão nas reuniões, e que é julgada suficientemente importante para subsidiar decisões. Muitas vezes a campanha não dispõe de recursos e/ou tempo para realizar uma pesquisa antes de tomar uma decisão de grande importância para a candidatura. Isto não significa que se deve abandonar a busca pela informação confiável. Muito ao contrário. Nessas situações o esforço para confirmar as informações necessárias para subsidiar a decisão deve ser ainda maior.
Muitas vezes a campanha não dispõe de recursos e/ou tempo para realizar uma pesquisa antes de tomar uma decisão de grande importância para a candidatura
A pesquisa, profissionalmente executada oferece-lhe a informação mais confiável que você poderá obter. Se você não pode ter uma pesquisa, você deve procurar formas de obter a informação mais confiável que estiver a seu alcance. A busca da informação confiável, portanto, deve tornar-se um hábito e uma regra compartilhada por toda equipe- inclusive o candidato- e está ao alcance de qualquer campanha - pobre ou rica. Como proceder nestas situações?
• Adote uma postura de pesquisador, seja rigoroso e cauteloso com relação às informações que chegam até você. Adote critérios para aceitá-las como verdadeiras. Trata-se então, de adotar a postura de um “ceticismo operacional”. A menos que se trate de informação sobre um “fato” que, comprovadamente, ocorreu, busque confirmações. Mesmo tratando-se de fato ocorrido, é preciso conhecer as circunstâncias, antes de reagir a ele;
• Busque confirmações
Informações sobre adversários ou sobre eleitores, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis, exigem confirmação.
Informações confirmadas por pessoas independentes e qualificadas para julgá-las podem produzir a confiabilidade que você busca. Uma outra forma de confirmá-las envolve o uso da indução, como mecanismo lógico. A forma básica de induzir é: “ Se x, então y”.
Em outras palavras, se o indivíduo ou grupo de eleitores tem a opinião x sobre determinado assunto, então, logicamente, deverá ter a opinião y sobre outro assunto, que esteja fortemente relacionado com “x”. Por exemplo: se os eleitores de um determinado bairro estão muito revoltados, por causa das valas de escoamento de esgoto ao ar livre (Se x), quando perguntados sobre o que mais desejam para seu bairro, deverão responder saneamento básico (então y). Quanto mais confirmada for a informação, mais confiável ela será.
• Saiba identificar boatos
O boato possui uma forma de se apresentar que lhe é característica: ele aparece sempre sob a forma de uma notícia, sobre um fato importante, que recém aconteceu, está acontecendo, ou está por acontecer, cujas conseqüências são enormes, e que desperta alguma ansiedade em quem a recebe (este é o sentimento que faz com que o boato se difunda repidamente). Não esqueça nunca que o boato é notícia não confirmada . É, pois, no território da possibilidade, da plausibilidade que o boato nasce e se difunde. A campanha eleitoral é um período especialmente propício para o surgimento de boatos. Por isso é muito importante que você saiba identificar boatos, para diferenciá-los das notícias reais e para imunizar-se de seus efeitos. • Aplique o teste do “beneficiário”
Frente a informações não confirmadas ou de difícil confirmação, aplique o teste do beneficiário. Em política, fatos ou informações sobre fatos (ocorridos ou por ocorrer)que não se revelam como auto-explicáveis devem sempre ser analisados pela ótica dos seus resultados e não da intenção. Há uma pergunta básica - de origem latina - que deve sempre ser feita. A fórmula latina é “Cui prodest”, isto é “A quem beneficia”. Diante de informações não confirmadas, pergunte-se sempre: a quem elas beneficiam. Em mais de 90% destes casos a identificação do beneficiado vai esclarecer as razões do fato.
Mesmo com poucos recursos, o candidato tem que saber combinar confiabilidade e tempo
Não se perca na procura sempre inconclusiva sobre as intenções. A você interessa as conseqüências reais do ato, ou da informação, que podem beneficiá-lo ou beneficiar a outros. É com esta realidade que você deverá lidar, porque ela é objetiva, existe e produz efeitos. Muitas vezes, você pode ser beneficiado por ações de pessoas que não tinham esta intenção. Nestes casos, para você, as conseqüências reais são idênticas às que seriam produzidas, se as pessoas agissem na intenção de ajudá-lo.
• Não aceite opiniões quando existem dados
Eduque sua equipe para trabalhar com dados. Em muitas ocasiões trabalha-se com opiniões e palpites em matérias em relação às quais existem dados precisos disponíveis (por exemplo, dados do censo, pesquisas já publicadas), ou de fácil produção. Por preguiça ou desleixo, muitas vezes deixa-se de buscar os dados existentes, ou produzí-los, em troca de opiniões do tipo “aproximadamente...”, “eu acho que...”, “é mais ou menos....”. Não aceite nunca este tipo de informação imprecisa, produto da preguiça, quando existirem dados precisos e disponíveis sobre a matéria. Quando a informação existe e está disponível não há desculpa para não possuí-la.
• Adote procedimentos de controle sobre estas informações como, múltipla checagem; avaliação da sua coerência com outras informações confirmadas e relativas ao mesmo assunto; conversa com analistas e comentaristas políticos; consistência com resultados de outras pesquisas, (realizadas pela campanha ou por rádios, jornais, TV , instituições); e, sobretudo, a interpretação do seu significado e da sua lógica, em função do conhecimento que se possui sobre o assunto. Estes são alguns dos procedimentos que podem reduzir significativamente a margem de incerteza.
O candidato tem que saber combinar confiabilidade e tempo. De nada adianta buscar uma confiabilidade que demore tanto tempo para ser obtida que faça com que se perca o momento de usá-la. Há decisões que, por sua importância e premência de tempo, precisam ser tomadas com poucas informações confiáveis ou com informações contraditórias. O candidato, nestes casos, não deve hesitar. É melhor decidir com base em informações razoavelmente seguras, ou até precárias, para não perder o momento e as oportunidades.
Ele deve tomar as decisões necessárias, fazendo uso do seu melhor julgamento, e correndo os inevitáveis riscos. É aconselhável porém que prepare, por antecipação, uma alternativa de correção, para o caso de erro.
Ex-presidente conta dificuldades e reações políticas enfrentadas no Congresso, quando foi apresentada a emenda constitucional
Fernando Henrique Cardoso aborda com detalhes no seu livro 'Arte da Política' a polêmica aprovação da reeleição, que lhe possibilitou permanecer no poder mais quatro anos. Diz ele que, tanto quanto se recorda, a primeira menção ao assunto partiu do deputado baiano do PMDB, João Almeida. Mas que, desde o início de 1996, já se falava na mudança da regra. O debate prosseguiu e, em determinado momento, a proposta foi estendida aos estados e municípios, por sugestão de líderes políticos que viam nela um elemento a mais para garantir a aprovação da emenda constitucional.
De acordo com Fernando Henrique, o debate sobre reeleição surgiu no início de 1996 
Reconhece, à certa altura, o ex-presidente que, sem o debate da reeleição, poderia ter sido mais fácil para o governo conseguir a aprovação das reformas estruturais. Elas acabaram prejudicadas pela polarização política diante da mudança do foco e os novos confrontos.
Deflagrada a operação da reeleição, Fernando Henrique acabou acolhendo sugestão do deputado Luis Eduardo Magalhães, em quem muito confiava, no sentido de que a reeleição deveria ser votada naquele mesmo ano, 1996, logo depois das eleições municipais. E passou logo a ouvir também políticos da base aliada: lembra suas conversas com Tasso Jereissati e Jader Barbalho entre outros, examinando os cenários políticos, mas destaca seu diálogo com José Sarney, que apoiou a idéia, mas sentiu que não poderia intervir diretamente no debate.
Constatou também, que rapidamente a oposição do PT e de Paulo Maluf, este novamente candidato, se articularam e passaram para ofensiva contra a mudança.
A realização das eleições para as presidências da Câmara e Senado com as indicações de Michel Temer e Antônio Carlos Magalhães foram estratégicas, começando a contribuir para fortalecer a tese. Um Ibope em dezembro de 1996 estimulou-o, pois apontava 63% de apoio à reeleição, que já estava posta e discutida na mídia.
Um Ibope em dezembro de 1996 estimulou Fernando Henrique. Ele apontava 63% de apoio dos entrevistados à reeleição
Houve um momento no início de 1997, porém, em que a disputa pelas presidências da Câmara e Senado fez com que esta e outras questões em andamento, incluindo a reeleição, acabassem, se cruzando. Os apetites cresceram.
Conta FHC que se reuniu com lideranças do PMDB mostrando seu descontentamento com o quadro que se delineava. O problema acabou absorvido, diante da ação dos líderes, e no dia 15 de janeiro de 1997, a Comissão Especial do Congresso aprovou a emenda pró-reeleição por 19 a 11 votos.
Os dias seguintes foram tomados por muito debate e denúncias da oposição de "compra de votos". Mesmo diante desse clima a emenda da reeleição acabaria sendo aprovada na Câmara em 28 de janeiro de 1997 por 336 votos. E no plenário do Senado consolidada com mais de 80% de votos favoráveis. A etapa seguinte, no entanto, ainda reservava mais complicações diante das denúncias de compra de votos. Amplas e sucessivas matérias da Folha de S.Paulo repercutiram gerando confrontos políticos no Congresso. Numa delas o deputado Ronivon Santiago, em gravação, dizia que ele e mais quatro deputados do Acre teriam recebido dinheiro para votar a favor da reeleição. O fato foi usado pela Oposição que pediu uma CPI e a anulação da votação na Câmara.
O envolvimento de Sérgio Motta na aprovação da emenda sobre reeleição, levou o ministro depôs na Comissão de Constituição e Justiça
O envolvimento do ministro Sérgio Motta também não tardou. Uma comissão da Câmara ouviu os deputados citados assim como os governadores do Acre e Amazonas. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia renunciaram ao mandato e outros estaduais Osmir Lima, Zila Bezerra e Chicão Brigido responderam processo por quebra de decoro.
A Câmara não encontrou provas que justificassem a cassação, mas encaminhou copia do processo ás Assembléias e ao Procurador-geral da República. Sergio Motta, também envolvido, reagiu e depôs na Comissão de Constituição e Justiça.
Mas da parte do PT a discussão e as acusações continuaram por algum tempo. Nada, no entanto, que comprometesse a tese da reeleição que acabou consolidada, após uma longa e trabalhosa articulação política bem sucedida.
Por Carlos Fehlberg
Reconhece, à certa altura, o ex-presidente que, sem o debate da reeleição, poderia ter sido mais fácil para o governo conseguir a aprovação das reformas estruturais. Elas acabaram prejudicadas pela polarização política diante da mudança do foco e os novos confrontos.
Deflagrada a operação da reeleição, Fernando Henrique acabou acolhendo sugestão do deputado Luis Eduardo Magalhães, em quem muito confiava, no sentido de que a reeleição deveria ser votada naquele mesmo ano, 1996, logo depois das eleições municipais. E passou logo a ouvir também políticos da base aliada: lembra suas conversas com Tasso Jereissati e Jader Barbalho entre outros, examinando os cenários políticos, mas destaca seu diálogo com José Sarney, que apoiou a idéia, mas sentiu que não poderia intervir diretamente no debate.
Constatou também, que rapidamente a oposição do PT e de Paulo Maluf, este novamente candidato, se articularam e passaram para ofensiva contra a mudança.
A realização das eleições para as presidências da Câmara e Senado com as indicações de Michel Temer e Antônio Carlos Magalhães foram estratégicas, começando a contribuir para fortalecer a tese. Um Ibope em dezembro de 1996 estimulou-o, pois apontava 63% de apoio à reeleição, que já estava posta e discutida na mídia.
Um Ibope em dezembro de 1996 estimulou Fernando Henrique. Ele apontava 63% de apoio dos entrevistados à reeleição
Houve um momento no início de 1997, porém, em que a disputa pelas presidências da Câmara e Senado fez com que esta e outras questões em andamento, incluindo a reeleição, acabassem, se cruzando. Os apetites cresceram.
Conta FHC que se reuniu com lideranças do PMDB mostrando seu descontentamento com o quadro que se delineava. O problema acabou absorvido, diante da ação dos líderes, e no dia 15 de janeiro de 1997, a Comissão Especial do Congresso aprovou a emenda pró-reeleição por 19 a 11 votos.
Os dias seguintes foram tomados por muito debate e denúncias da oposição de "compra de votos". Mesmo diante desse clima a emenda da reeleição acabaria sendo aprovada na Câmara em 28 de janeiro de 1997 por 336 votos. E no plenário do Senado consolidada com mais de 80% de votos favoráveis. A etapa seguinte, no entanto, ainda reservava mais complicações diante das denúncias de compra de votos. Amplas e sucessivas matérias da Folha de S.Paulo repercutiram gerando confrontos políticos no Congresso. Numa delas o deputado Ronivon Santiago, em gravação, dizia que ele e mais quatro deputados do Acre teriam recebido dinheiro para votar a favor da reeleição. O fato foi usado pela Oposição que pediu uma CPI e a anulação da votação na Câmara.
O envolvimento de Sérgio Motta na aprovação da emenda sobre reeleição, levou o ministro depôs na Comissão de Constituição e Justiça
O envolvimento do ministro Sérgio Motta também não tardou. Uma comissão da Câmara ouviu os deputados citados assim como os governadores do Acre e Amazonas. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia renunciaram ao mandato e outros estaduais Osmir Lima, Zila Bezerra e Chicão Brigido responderam processo por quebra de decoro.
A Câmara não encontrou provas que justificassem a cassação, mas encaminhou copia do processo ás Assembléias e ao Procurador-geral da República. Sergio Motta, também envolvido, reagiu e depôs na Comissão de Constituição e Justiça.
Mas da parte do PT a discussão e as acusações continuaram por algum tempo. Nada, no entanto, que comprometesse a tese da reeleição que acabou consolidada, após uma longa e trabalhosa articulação política bem sucedida.
Por Carlos Fehlberg
segunda-feira, 7 de abril de 2008
CANDIDATOS DEVEM ESTAR ATENTOS AOS PRAZOS DE DESINCOMPATIBILIZAÇÃO
Neste ano, quando serão disputadas as eleições municipais, os candidatos a prefeitos e vereadores devem ficar atentos aos prazos de desincompatibilização. Segundo o diretor jurídico do Diretório Estadual do PSDB-SP, Milton de Moraes Terra (foto), o candidato tem de estar atendo para não ficar inelegível.
“Há muitos casos de confusão em relação à data correta de afastamento. É necessário atenção para cada uma das funções e ao cargo a ser disputado”, ressalta Milton Terra.
O diretor jurídico do PSDB-SP explica, ainda, que todos os que vão disputar as eleições a) para vereador e ocupam cargos de direção, ordenamento de despesa ou fiscalização tributária devem afastar-se de seus cargos seis meses antes da data da eleição, ou seja, até a próxima sexta-feira, dia 4 de abril.
b) nos casos de candidatos a prefeito ou vice-prefeito, o afastamento deve acorrer quatro meses antes do pleito.
Segundo o advogado, também é importante lembrar que, “se o candidato afastar-se do cargo público antes do prazo exigido por lei, poderá sofrer punições administrativas e pecuniárias”.
Observe os demais prazos de desincompatibilização dos cargos, para os que pretendem disputar as eleições para prefeito, vice-prefeito ou vereador.
CONFIRA OS PRAZOS DE DESINCOMPATIBILIZAÇÃO – Prefeito/ Vice
Dirigente de Associação de Direito Privado – Não se afasta
Dirigente de Conselho Comunitário – Não se afasta
Dirigente de Fundação vinculada a Partido Político – Não se afasta
Diretor de Jornal – Não se afasta
Funcionário da Caixa Econômica Federal e Estadual, Banco do Brasil, Banco Estadual – 3 meses
Funcionários de Autarquias e Fundações Públicas – 3 meses
Funcionário de Empresa Pública e de Economia Mista – 3 meses
Funcionário de Companhia Telefônica, Energética, de Saneamento, mesmo privatizadas – 3 meses
Funcionário Público – efetivo ou não – 3 meses
Jornalista – imprensa escrita – Não se afasta
Magistrado – 6 meses
Médico – Hospital Público, Posto de Saúde, SUS, etc. – 3 meses
Militar – Afastado ou agregado, a partir da escolha em convenção
Policial Civil – 3 meses
Policial Militar – Afastado ou agregado, desde a convenção
Policial Militar em Comando – 4 meses ou regra supra
Prefeito – reeleição – Não se afasta
Presidente de Entidade Patronal de Classe – 4 meses
Presidente da Câmara Municipal – Não se afasta. Não pode substituir o Prefeito nos 6 meses que antecedem o pleito
Presidente do Conselho Municipal da Criança – Não se afasta
Presidente de Partido Político – Não se afasta
Presidente e Membros da OAB, CRM, etc, Conselho e Subseções – 4 meses
Presidente e Membros do CREA – 6 meses
Professor da Rede Privada – Não se afasta
Professor da Rede Pública – 3 meses
Professor Universitário – Privada – Não se afasta
Professor Universitário – Pública – 3 meses
Promotor Público – 6 meses
Radialista, apresentador, comentarista de Rádio e TV – Afastam-se a partir do registro da candidatura – Lei 9.504/97 art. 45, VI
Reitor de Universidade Pública – 4 meses
Secretário Municipal / Estadual – 4 meses
Ministro de Estado – 4 meses
Serventuário de Cartório Extra Judicial – Não se afasta
Servidor Público Efetivou ou com cargo comissionado – 3 meses
Servidor Público para concorrer em outro município – Não se afasta
Vice-Prefeito – Não se afasta. Não pode substituir o Prefeito nos 6 meses que antecedem o pleito
OBS: O vice-prefeito candidato a prefeito não necessita afastar-se. Se assumir o cargo nos seis meses anteriores ao pleito, será considerado candidato à reeleição.
CONFIRA OS PRAZOS DE DESINCOMPATIBILIZAÇÃO – Vereador
Dirigente de Associação de Direito Privado – Não se afasta
Dirigente de Conselho Comunitário – Não se afasta
Dirigente de Fundação vinculada a Partido Político – Não se afasta
Diretor de Jornal – Não se afasta
Funcionário da Caixa Econômica Federal e Estadual, Banco do Brasil, Banco Estadual – 3 meses
Funcionários de Autarquias e Fundações Públicas – 3 meses
Funcionário de Empresa Pública e de Economia Mista – 3 meses
Funcionário de Companhia Telefônica, Energética, de Saneamento, mesmo privatizadas – 3 meses
Funcionário Público – efetivo ou não – 3 meses
Jornalista – imprensa escrita – Não se afasta
Magistrado – 6 meses
Médico – Hospital Público, Posto de Saúde, SUS, etc. – 3 meses
Militar – Afastado ou agregado, a partir da escolha em convenção
Policial Civil – 3 meses
Policial Militar – Afastado ou agregado, desde a convenção
Policial Militar em Comando – 6 meses ou regra supra
Presidente de Entidade Patronal de Classe – 4 meses
Presidente da Câmara Municipal – Não se afasta. Não pode substituir o Prefeito nos 6 meses que antecedem o pleito
Presidente do Conselho Municipal da Criança – Não se afasta
Presidente de Partido Político – Não se afasta
Presidente e Membros da OAB, CRM, etc, Conselho e Subseções – 4 meses
Presidente e Membros do CREA – 6 meses
Professor da Rede Privada – Não se afasta
Professor da Rede Pública – 3 meses
Professor Universitário – Privada – Não se afasta
Professor Universitário – Pública – 3 meses
Promotor Público – 6 meses
Radialista, apresentador, comentarista de Rádio e TV – Afastam-se a partir do registro da candidatura – Lei 9.504/97 art. 45, VI
Reitor de Universidade Pública – 6 meses
Secretário Municipal / Estadual – 6 meses
Ministro de Estado – 6 meses
Serventuário de Cartório Extra Judicial – Não se afasta
Servidor Público Efetivou ou com cargo comissionado – 3 meses
Servidor Público para concorrer em outro município – Não se afasta
Vice-Prefeito – Não se afasta. Não pode substituir o Prefeito nos 6 meses que antecedem o pleito
“Há muitos casos de confusão em relação à data correta de afastamento. É necessário atenção para cada uma das funções e ao cargo a ser disputado”, ressalta Milton Terra.
O diretor jurídico do PSDB-SP explica, ainda, que todos os que vão disputar as eleições a) para vereador e ocupam cargos de direção, ordenamento de despesa ou fiscalização tributária devem afastar-se de seus cargos seis meses antes da data da eleição, ou seja, até a próxima sexta-feira, dia 4 de abril.
b) nos casos de candidatos a prefeito ou vice-prefeito, o afastamento deve acorrer quatro meses antes do pleito.
Segundo o advogado, também é importante lembrar que, “se o candidato afastar-se do cargo público antes do prazo exigido por lei, poderá sofrer punições administrativas e pecuniárias”.
Observe os demais prazos de desincompatibilização dos cargos, para os que pretendem disputar as eleições para prefeito, vice-prefeito ou vereador.
CONFIRA OS PRAZOS DE DESINCOMPATIBILIZAÇÃO – Prefeito/ Vice
Dirigente de Associação de Direito Privado – Não se afasta
Dirigente de Conselho Comunitário – Não se afasta
Dirigente de Fundação vinculada a Partido Político – Não se afasta
Diretor de Jornal – Não se afasta
Funcionário da Caixa Econômica Federal e Estadual, Banco do Brasil, Banco Estadual – 3 meses
Funcionários de Autarquias e Fundações Públicas – 3 meses
Funcionário de Empresa Pública e de Economia Mista – 3 meses
Funcionário de Companhia Telefônica, Energética, de Saneamento, mesmo privatizadas – 3 meses
Funcionário Público – efetivo ou não – 3 meses
Jornalista – imprensa escrita – Não se afasta
Magistrado – 6 meses
Médico – Hospital Público, Posto de Saúde, SUS, etc. – 3 meses
Militar – Afastado ou agregado, a partir da escolha em convenção
Policial Civil – 3 meses
Policial Militar – Afastado ou agregado, desde a convenção
Policial Militar em Comando – 4 meses ou regra supra
Prefeito – reeleição – Não se afasta
Presidente de Entidade Patronal de Classe – 4 meses
Presidente da Câmara Municipal – Não se afasta. Não pode substituir o Prefeito nos 6 meses que antecedem o pleito
Presidente do Conselho Municipal da Criança – Não se afasta
Presidente de Partido Político – Não se afasta
Presidente e Membros da OAB, CRM, etc, Conselho e Subseções – 4 meses
Presidente e Membros do CREA – 6 meses
Professor da Rede Privada – Não se afasta
Professor da Rede Pública – 3 meses
Professor Universitário – Privada – Não se afasta
Professor Universitário – Pública – 3 meses
Promotor Público – 6 meses
Radialista, apresentador, comentarista de Rádio e TV – Afastam-se a partir do registro da candidatura – Lei 9.504/97 art. 45, VI
Reitor de Universidade Pública – 4 meses
Secretário Municipal / Estadual – 4 meses
Ministro de Estado – 4 meses
Serventuário de Cartório Extra Judicial – Não se afasta
Servidor Público Efetivou ou com cargo comissionado – 3 meses
Servidor Público para concorrer em outro município – Não se afasta
Vice-Prefeito – Não se afasta. Não pode substituir o Prefeito nos 6 meses que antecedem o pleito
OBS: O vice-prefeito candidato a prefeito não necessita afastar-se. Se assumir o cargo nos seis meses anteriores ao pleito, será considerado candidato à reeleição.
CONFIRA OS PRAZOS DE DESINCOMPATIBILIZAÇÃO – Vereador
Dirigente de Associação de Direito Privado – Não se afasta
Dirigente de Conselho Comunitário – Não se afasta
Dirigente de Fundação vinculada a Partido Político – Não se afasta
Diretor de Jornal – Não se afasta
Funcionário da Caixa Econômica Federal e Estadual, Banco do Brasil, Banco Estadual – 3 meses
Funcionários de Autarquias e Fundações Públicas – 3 meses
Funcionário de Empresa Pública e de Economia Mista – 3 meses
Funcionário de Companhia Telefônica, Energética, de Saneamento, mesmo privatizadas – 3 meses
Funcionário Público – efetivo ou não – 3 meses
Jornalista – imprensa escrita – Não se afasta
Magistrado – 6 meses
Médico – Hospital Público, Posto de Saúde, SUS, etc. – 3 meses
Militar – Afastado ou agregado, a partir da escolha em convenção
Policial Civil – 3 meses
Policial Militar – Afastado ou agregado, desde a convenção
Policial Militar em Comando – 6 meses ou regra supra
Presidente de Entidade Patronal de Classe – 4 meses
Presidente da Câmara Municipal – Não se afasta. Não pode substituir o Prefeito nos 6 meses que antecedem o pleito
Presidente do Conselho Municipal da Criança – Não se afasta
Presidente de Partido Político – Não se afasta
Presidente e Membros da OAB, CRM, etc, Conselho e Subseções – 4 meses
Presidente e Membros do CREA – 6 meses
Professor da Rede Privada – Não se afasta
Professor da Rede Pública – 3 meses
Professor Universitário – Privada – Não se afasta
Professor Universitário – Pública – 3 meses
Promotor Público – 6 meses
Radialista, apresentador, comentarista de Rádio e TV – Afastam-se a partir do registro da candidatura – Lei 9.504/97 art. 45, VI
Reitor de Universidade Pública – 6 meses
Secretário Municipal / Estadual – 6 meses
Ministro de Estado – 6 meses
Serventuário de Cartório Extra Judicial – Não se afasta
Servidor Público Efetivou ou com cargo comissionado – 3 meses
Servidor Público para concorrer em outro município – Não se afasta
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
Daniel Scardua vai ser papai
Por Daniel Scardua:
Estou grávido!A minha futura esposa, Rute esta com mais ou menos um mês de gestação, eu bobo e babão estou super feliz!Quero que todos compartilhem desse momento importante na minha vida. Fiquei sabendo da noticia ontem a tarde e só agora consegui me relaxar um pouco!Espero que todos se alegrem comigo, conto com as orações e a amizade!Beijo grande do pai babão,Daniel Scarduaps: podem deixar comentários e saber novidades no meu blog!http://danielscardua.blogspot.com/
Caro amigo
Parabens
que venha essa criança com saude
abs
Estou grávido!A minha futura esposa, Rute esta com mais ou menos um mês de gestação, eu bobo e babão estou super feliz!Quero que todos compartilhem desse momento importante na minha vida. Fiquei sabendo da noticia ontem a tarde e só agora consegui me relaxar um pouco!Espero que todos se alegrem comigo, conto com as orações e a amizade!Beijo grande do pai babão,Daniel Scarduaps: podem deixar comentários e saber novidades no meu blog!http://danielscardua.blogspot.com/
Caro amigo
Parabens
que venha essa criança com saude
abs
segunda-feira, 31 de março de 2008
MARTA NA FRENTE MAS GERALDO LEVA NO SEGUNDO TURNO
Marta ganha quatro pontos e divide liderança com Alckmin em todos os possíveis cenáriosAlckmin e Kassab oscilam dentro da margem de erroA primeira pesquisa de intenção de voto realizada pelo Datafolha após a definição de que a ex-prefeita e atual ministra do Turismo, Marta Suplicy, será a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, contando com o apoio explícito do presidente Lula, mostra fortalecimento do nome da petista na disputa. O levantamento, realizado nos dias 25 e 26 de março, mostra que Marta divide a liderança com o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, em todos os cenários pesquisados, sendo que, no principal deles, ela ganhou quatro pontos percentuais. Na pesquisa anterior, realizada em fevereiro, Alckmin liderava sozinho em dois cenários e ocorria empate entre o peessedebista e a petista em dois. Marta liderava sozinha apenas quando o nome do tucano era retirado da lista de pré-candidatos. No primeiro cenário investigado, que considera a cada vez mais provável hipótese de que PSDB e DEM não repitam a parceria da eleição de 2002, Marta Suplicy ganhou quatro pontos percentuais, subindo de 25% para 29% das intenções de voto. Nesse cenário, Alckmin oscilou um ponto para baixo, de 29% para 28%. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) oscilou um ponto para cima, de 12% para 13% das preferências. Paulo Maluf (PP) oscilou de 10% para 8% e Luiza Erundina (PSB) passou de 8% para 7% das intenções de voto. Paulinho (PDT) se manteve com 3%, Soninha (PPS) oscilou de 2% para 1% e Aldo Rebelo (PC do B) permanece com 1% das preferências. Ivan Valente (PSOL) e Zulaiê Cobra (PHS) foram citados, mas não atingem 1% das preferências, taxa que obtinham na pesquisa de fevereiro. Foram ouvidos 1089 moradores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade, e a margem de erro máxima, para o total da amostra, é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Um segundo cenário, que considera Paulo Maluf fora da disputa, também permite comparação com a pesquisa anterior. Nessa hipótese, Geraldo Alckmin se manteve com 30% e Marta Suplicy oscilou de 28% para 29% das intenções de voto. Gilberto Kassab variou de 13% para 15% e Luiza Erundina continuou com 9%. Também oscilaram, dentro da margem de erro, Paulinho (de 4% para 3%), Soninha (de 2% para 1%) e Ivan Valente (tinha 1%, percentual que não chega a obter hoje). Aldo Rebelo e Zulaiê Cobra se mantém com 1%, cada, nesse cenário. Sem Luiza Erundina, mas com Paulo Maluf disputando, Marta atinge 30% e Alckmin obtém 29% das intenções de voto. Kassab tem 15% das preferências e Maluf fica com 9% nessa hipótese. Vêm a seguir Paulinho (3%), Soninha (2%), Aldo Rebelo, Zulaiê Cobra (1%, cada) e Ivan Valente (que não chega a 1% das menções). Um último cenário exclui os nomes de Erundina e Maluf. Nesse caso, Marta e Alckmin atingem 32%, cada, e Kassab chega a 17%. Completam o cenário Paulinho (4%), Soninha, Aldo Rebelo (2%, cada), Zulaiê Cobra (1%) e Ivan Valente (novamente, não atinge 1% das menções). O fortalecimento do nome de Marta é confirmado pelo resultado da intenção de voto espontânea, que se refere às menções feitas antes da apresentação, aos entrevistados, dos cartões circulares com os nomes dos pré-candidatos. Em novembro do ano passado, a petista era citada espontaneamente por 7% dos entrevistados. Essa taxa oscilou para 10% em fevereiro e, hoje, é cinco pontos maior, tendo chegado a 15%. Kassab, por sua vez, oscilou de 10% em novembro para 11% em fevereiro, marca que mantém hoje. Alckmin tinha 4%, oscilou para 6% e chega hoje a 8%, ou metade do percentual de menções espontâneas obtido por sua principal adversária. Entre os de maior renda, Marta e Kassab sobem, e Alckmin cai61% dos simpatizantes do PSDB têm intenção de votar em Alckmin; 18% preferem Kassab.
O segmento no qual se verificou a maior variação em relação ao levantamento de fevereiro foi aquele dos que têm renda familiar mensal acima de dez salários mínimos (que representa 11% da população). Nesse estrato, Marta Suplicy ganhou nove pontos percentuais, passando de 15% para 24%. Gilberto Kassab teve evolução idêntica à registrada pela petista. Geraldo Alckmin, por sua vez, perdeu 12 pontos percentuais nesse estrato, caindo de 40% para 28%. Assim, ocorre, hoje, um empate entre os três principais pré-candidatos à prefeitura no segmento de maior renda. No segmento dos que ganham entre dois e cinco salários mínimos, Marta ganhou sete pontos percentuais, passando de 25% para 32%, ficando agora cinco pontos à frente de Alckmin, que oscilou de 28% para 27% nesse estrato. A maior vantagem da petista sobre o tucano, no que se refere à estratificação por renda, se dá entre os que têm renda até cinco salários mínimos (32% a 27%). Alckmin fica dez pontos à frente de Marta (35% a 25%) entre os que se situam na faixa de renda que vai de cinco a dez salários mínimos. No que diz respeito à escolaridade, Marta ganhou oito pontos percentuais entre os que têm o ensino médio (subiu de 26% para 34%), segmento no qual Alckmin perdeu cinco pontos (passou de 32% para 27%). Entre os que têm escolaridade fundamental, a petista oscilou dois pontos para cima (de 26% para 28%) e o tucano variou um ponto para cima (de 25% para 26%), persistindo assim o empate entre os dois. Entre os que têm nível superior de escolaridade, os três principais pré-candidatos tiveram oscilações positivas. Nesse segmento, Alckmin, que vinha perdendo pontos (chegou a ter 43% em agosto do ano passado), lidera, com 34%. Kassab, com 22%, e Marta, com 19%, seguem na disputa pelo segundo lugar na preferência dos mais escolarizados. Se a discussão sobre candidatura própria ou preservação da aliança com o DEM vem dividindo os políticos do PSDB, os simpatizantes do partido ouvidos pelo Datafolha demonstram, em sua maioria, preferir um vôo solo: 61% dos que declaram o PSDB como partido de preferência têm intenção de votar em Geraldo Alckmin, ante 18% que preferem Gilberto Kassab (percentuais que se referem ao cenário principal da pesquisa). A pesquisa também mostra que, entre os que consideram o desempenho de Gilberto Kassab ótimo ou bom, ocorre empate entre ele (31%) e Geraldo Alckmin (29%). Já entre os moradores da cidade que aprovam o desempenho do presidente Lula, a ministra Marta Suplicy atinge 38% (nove pontos acima da média), ficando à frente de Alckmin (22%, ou seis pontos abaixo da média). Kassab fica com 14%, percentual dentro da média. Rejeição e simulações de segundo turno mostram estabilidade.
Exceção é aumento da vantagem de Marta sobre Kassab em hipotético segundo turnoMarta Suplicy ganhou pontos no que diz respeito à intenção de voto, mas seu nome continua enfrentando rejeição de parcela significativa da população. A taxa de rejeição à petista é o dobro da obtida por seu principal adversário, Geraldo Alckmin. O percentual dos que não votariam de jeito nenhum na petista oscilou um ponto para cima, de 28% em fevereiro para 29% hoje. A rejeição a Alckmin, que era de 14% em fevereiro, oscilou para 15% hoje.Gilberto Kassab tem um percentual de rejeição similar ao de Marta: 27% não votariam de jeito nenhum pela reeleição do atual prefeito (eram 26% em fevereiro). Paulo Maluf continua enfrentando a maior resistência entre os possíveis candidatos a prefeito. A taxa dos que não votariam de jeito nenhum nele, no primeiro turno da eleição para prefeito, oscilou de 52% em fevereiro para 51% hoje. A taxa dos que não votariam de forma alguma em Luiza Erundina oscilou de 21% para 23%. Aldo Rebelo e Paulinho obtém 12% de rejeição, cada. Não votariam de jeito nenhum em Zulaiê Cobra 11%, e Soninha e Ivan Valente são rejeitados por 10%, cada. A simulação de um segundo turno entre Marta Suplicy e Geraldo Alckmin continua mostrando vitória do tucano. Os resultados são praticamente idênticos aos registrados em fevereiro: votariam em Alckmin 53%, ante 41% que dariam seu voto a Marta. No levantamento anterior, o peessedebista obtinha 52% e a petista ficava com 40% das preferências. Também praticamente não houve mudança no que se refere a uma hipotética disputa entre Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab. Nesse caso, o peessedebista teria 59% (mesmo percentual que obtinha em fevereiro) e o atual prefeito ficaria com 27% (26% no levantamento anterior). A única simulação de segundo turno que registrou alterações acima da margem de erro foi a que considera a hipótese de enfrentamento entre Marta Suplicy e Gilberto Kassab. A vantagem da petista sobre o provável candidato à reeleição subiu de 11 para 16 pontos percentuais. Em fevereiro, ela venceria por 50% a 39%; hoje, a vitória seria por 53% a 37%. No caso de um segundo turno entre Geraldo Alckmin e Marta Suplicy, o tucano contaria, hoje, com o apoio da maioria dos que votariam em Gilberto Kassab (69%) e em Paulo Maluf (61%) no primeiro turno. Entre os que votariam em Luiza Erundina, por outro lado, 60% declaram que dariam seu voto à ministra do Turismo em um segundo turno contra Alckmin. Se a disputa ficasse entre Marta e Kassab, 52% dos que votariam em Alckmin no primeiro turno dariam seu voto ao prefeito do DEM. Se fossem Alckmin e Kassab a disputar, 59% dos potenciais eleitores de Marta optariam pelo tucano no segundo turno. Maioria acha que Serra deveria apoiar AlckminEntre simpatizantes do PSDB, defesa de apoio a ex-governador chega a 80%Levados a considerar a hipótese de que tanto Gilberto Kassab quanto Geraldo Alckmin concorram à Prefeitura de São Paulo na eleição deste ano, 60% dos entrevistados opinam que o governador José Serra deveria dar seu apoio a seu companheiro de partido. Para 25% ele deveria apoiar Kassab, que foi seu vice e o substituiu na Prefeitura quando o tucano deixou o cargo para concorrer ao governo estadual. Acham que Serra deveria apoiar os dois 3% e dizem que ele não deveria apoiar nenhum dos dois 9%. Entre os simpatizantes do PSDB a taxa dos que dizem que Serra deveria apoiar Alckmin chega a 80%. Indagados sobre como reagiriam caso soubessem que o seu candidato a prefeito, mesmo sendo eleito, tem planos para ficar dois anos na Prefeitura, e então deixar o cargo e concorrer à Presidência em 2010, 51% afirmam que mudariam seu voto; 44% votariam nele mesmo assim. Entre os que têm intenção de votar em Geraldo Alckmin, os resultados são o inverso do que se verifica entre o total de entrevistados: 52% votariam nele mesmo sabendo que o tucano teria planos de deixar a Prefeitura para concorrer à Presidência e 43% mudariam o voto caso soubessem dessa ambição. Entre os que pretendem votar em Marta ou em Kassab os resultados ficam dentro da média. Quando se considera a troca da prefeitura por uma candidatura ao governo do Estado, as opiniões se dividem: 48% votariam em um candidato que tivesse esse plano e 47% mudariam o voto. Nesse caso, 59% dos que têm intenção de votar em Alckmin e 53% dos que pretendem votar em Kassab votariam neles mesmo se soubessem que eles têm tal plano. Já entre os que têm intenção de votar em Marta Suplicy, 52% deixariam de votar nela caso tivessem conhecimento de suas pretensões ao governo do Estado. A maior parte dos moradores da cidade de São Paulo continua declarando indiferença tanto ao apoio do presidente Lula quanto ao do governador José Serra nas eleições deste ano. Porém, essa indiferença está ligeiramente menor do que era em fevereiro.No caso do presidente, 55% dizem que o apoio de Lula a um candidato a prefeito nas eleições deste ano seria indiferente, 23% afirmam que não votariam em um candidato apoiado por ele e 17% dizem que poderiam ser levados a escolher esse candidato. No levantamento anterior, 58% se diziam indiferentes, 24% não votariam em um candidato com o apoio presidencial e 15% poderiam ser levados a votar nele. No que se refere ao governador paulista, a taxa dos que se dizem indiferentes a seu apoio a um candidato a prefeito caiu cinco pontos em relação a fevereiro, tendo passado de 53% para 48%. Essa queda reflete a oscilação dos percentuais dos que dizem que o apoio de Serra faria com que não votassem no candidato (de 22% para 24%) e dos que afirmam que esse apoio poderia resultar em um motivo para votar nele (de 23% para 25%). Entre os que têm intenção de votar em Marta Suplicy, a taxa dos que dizem que poderiam ser levados a votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula é de 25%, oito pontos acima da média. Entre os que pretendem votar em Geraldo Alckmin, 38% afirmam que o apoio de Serra poderia ser um motivo para votar em um candidato a prefeito (13 pontos acima da média); essa taxa é de 29% entre os que têm intenção de votar em Gilberto Kassab (quatro pontos acima da média). São Paulo, 28 de março de 2008.


terça-feira, 11 de março de 2008
Noticias
Aécio e Serra voltam a encontrar-se e negam qualquer problema
O governador de São Paulo, José Serra, considera ainda muito cedo discutir a realização de prévias para a escolha do candidato do PSDB à Presidência da República em 2010. "O que for decidido está bom. É coisa para se ver mais adiante. É muito cedo para se pensar em 2010. As pessoas especulam, mas é muito cedo". E observou que não é contra prévias.
Os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais)/Foto: Fábio Pozzebom/ABr
Em compensação o governador paulista, que se posicionou pela consulta interna, está muito ativo, admitindo as prévias um passo adiante do PSDB, "um partido sempre questionado pelas decisões que tomou de cúpula e até eu muitas vezes participando desse núcleo". E ele tem razão, pois em 2006, foi um pequeno grupo, formado pelo ex-presidente Fernando Henrique, o presidente do Partido, Tasso Jereissati e Aécio, basicamente que encaminhou a candidatura de Geraldo Alckmin ao Palácio do Planalto.
Naquele momento uma das razões invocadas era a de que José Serra era importante para manter o governo de São Paulo. Agora o entendimento está mudando, sobretudo por duas razões: Aécio é candidato e a derrota de 2006 mostrou o erro cometido, deixando de ouvir as bases. Mas sobre o governo de São Paulo, um argumento invocado à época, não é referido. Ou a candidatura Serra (à reeleição...) será considerada fundamental para manter São Paulo, a maior e histórica base tucana, em poder do Partido?
Conversações
No encontro entre os governadores de Minas Gerais e São Paulo na solenidade dos 80 anos do jornal "O Estado de Minas", ambos procuraram, mais uma vez, demonstrar que não existem divergências. Serra até mostrou um bom humor ao dizer que ele e Aécio fazem tabelinha, "nos entendemos sempre..."
Explicações
A Câmara Federal quer ouvir o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, e o embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró, sobre a deportação de brasileiros em viagem à Europa. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, vai consultar o ministro Celso Amorim, antes de decidir se convida o embaixador, atento a questões diplomáticas. É pensamento da Câmara também ouvir o testemunho de brasileiros que foram barrados em Madrid.
Recuo
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, voltou atrás no mandado de segurança que impetrou no Supremo Tribunal Federal para obrigar o Palácio do Planalto a abrir as contas do gabinete pessoal do presidente da República com os cartões corporativos. E por uma razão óbvia: essas informações serão obtidas, agora, pela CPMI, afinal definida mediante acordo político no Congresso. Virgílio diz que com a CPMI, o Congresso passa a contar "com instrumento próprio e adequado para investigar o uso dos cartões". Mas garante que poderá retomar o pedido, no caso da base aliada do governo dificultar os trabalhos da CPMI.
Renan poupado
O PSOL não obteve êxito na sua tentativa junto ao STF para reabrir representação contra o senador Renan Calheiros. A representação foi arquivada em dezembro pelo presidente da Comissão de Ética do Senado, Leomar Quintanilha e parta o Supremo o caso se "encerra na competência" do Senado.
Ação
O DEM ajuizou no STF a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4041, com pedido de medida cautelar, contra a Medida provisória que autorizou a abertura de crédito extraordinário de R$ 12,5 bilhões ao BNDES. Nela, o partido afirma que a MP não observou o descrito no artigo 62, parágrafo 1º, inciso I, alínea "d" da Constituição Federal. O dispositivo veda edição de medida provisória sobre matéria relativa a diretrizes orçamentárias e créditos adicionais, exceto em casos extraordinários.
O governador de São Paulo, José Serra, considera ainda muito cedo discutir a realização de prévias para a escolha do candidato do PSDB à Presidência da República em 2010. "O que for decidido está bom. É coisa para se ver mais adiante. É muito cedo para se pensar em 2010. As pessoas especulam, mas é muito cedo". E observou que não é contra prévias.
Em compensação o governador paulista, que se posicionou pela consulta interna, está muito ativo, admitindo as prévias um passo adiante do PSDB, "um partido sempre questionado pelas decisões que tomou de cúpula e até eu muitas vezes participando desse núcleo". E ele tem razão, pois em 2006, foi um pequeno grupo, formado pelo ex-presidente Fernando Henrique, o presidente do Partido, Tasso Jereissati e Aécio, basicamente que encaminhou a candidatura de Geraldo Alckmin ao Palácio do Planalto.
Naquele momento uma das razões invocadas era a de que José Serra era importante para manter o governo de São Paulo. Agora o entendimento está mudando, sobretudo por duas razões: Aécio é candidato e a derrota de 2006 mostrou o erro cometido, deixando de ouvir as bases. Mas sobre o governo de São Paulo, um argumento invocado à época, não é referido. Ou a candidatura Serra (à reeleição...) será considerada fundamental para manter São Paulo, a maior e histórica base tucana, em poder do Partido?
Conversações
No encontro entre os governadores de Minas Gerais e São Paulo na solenidade dos 80 anos do jornal "O Estado de Minas", ambos procuraram, mais uma vez, demonstrar que não existem divergências. Serra até mostrou um bom humor ao dizer que ele e Aécio fazem tabelinha, "nos entendemos sempre..."
Explicações
A Câmara Federal quer ouvir o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, e o embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró, sobre a deportação de brasileiros em viagem à Europa. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, vai consultar o ministro Celso Amorim, antes de decidir se convida o embaixador, atento a questões diplomáticas. É pensamento da Câmara também ouvir o testemunho de brasileiros que foram barrados em Madrid.
Recuo
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, voltou atrás no mandado de segurança que impetrou no Supremo Tribunal Federal para obrigar o Palácio do Planalto a abrir as contas do gabinete pessoal do presidente da República com os cartões corporativos. E por uma razão óbvia: essas informações serão obtidas, agora, pela CPMI, afinal definida mediante acordo político no Congresso. Virgílio diz que com a CPMI, o Congresso passa a contar "com instrumento próprio e adequado para investigar o uso dos cartões". Mas garante que poderá retomar o pedido, no caso da base aliada do governo dificultar os trabalhos da CPMI.
Renan poupado
O PSOL não obteve êxito na sua tentativa junto ao STF para reabrir representação contra o senador Renan Calheiros. A representação foi arquivada em dezembro pelo presidente da Comissão de Ética do Senado, Leomar Quintanilha e parta o Supremo o caso se "encerra na competência" do Senado.
Ação
O DEM ajuizou no STF a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4041, com pedido de medida cautelar, contra a Medida provisória que autorizou a abertura de crédito extraordinário de R$ 12,5 bilhões ao BNDES. Nela, o partido afirma que a MP não observou o descrito no artigo 62, parágrafo 1º, inciso I, alínea "d" da Constituição Federal. O dispositivo veda edição de medida provisória sobre matéria relativa a diretrizes orçamentárias e créditos adicionais, exceto em casos extraordinários.
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